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    Conheça o ilusionista juiz-forano Danrlei Carlos, que apresenta novo show nesta quinta

    Jovem fará apresentação única do espetáculo "Putz, Sumiu 2" em Juiz de Fora

    Lucas Soares
    Repórter
    9/06/2016

    Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, uma das classificações da palavra ilusionismo é "arte de produzir a ilusão". E foi desta arte que o jovem juiz-forano Danrlei Carlos (foto ao lado), morador do bairro Ipiranga, na Zona Sul da cidade, escolheu para viver.

    Na cultura popular, os ilusionistas são frequentemente chamados de mágicos. O jovem, no entanto, rejeita o título. "Eu acredito em mágica, a própria palavra tem um peso muito grande. Não é que seja algo sobrenatural, mas que marque a pessoa de uma forma especial. Se eu faço isso com um truque, um baralho, é mágica. Ilusionismo é uma profissão. Mágicos são muito assemelhados ao público infantil, e eu estou indo para os palcos agora", explica.

    Prestes a completar 18 anos, ele fará seu segundo espetáculo, o "Putz, sumiu 2", com exibição única às 20h, nesta quinta, 9, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM – Avenida Getúlio Vargas 200 – Centro). O início, porém, foi com dificuldades. "Comecei quando criança. Eu ganhei um kit de mágica e não tinha destreza para lidar com aquilo, os familiares percebiam o que estava acontecendo, meus amigos da escola me detonavam e eu parei. Em 2011, achei o kit enquanto limpava meu guarda-roupas e só sabia fazer dois truques. Comecei a procurar pessoas para me auxiliar e fazer cursos, um desejo de viver com isso mesmo. Inicialmente eu fiquei assustado, não pensei que chegaria longe tão cedo, mas me sinto feliz por estar com essa responsabilidade. É o que eu sonho, que eu estou feliz", diz.

    Apoio

    Em função da pouca idade, o ilusionista conta que o apoio recebido pelas pessoas que mais convive é fundamental para o sucesso. "Moro com meus pais, conto muito com eles. No início, meu pai me apoiava mais que a minha mãe, que falava que tinha que ser um hobbie, e não uma profissão. Ela não acreditava que ia para frente, afinal, eu tinha de 13 para 14 anos. Foi legal que surpreendeu minha mãe quando surgiu os primeiros eventos particulares. Eu não tinha a mínima noção de quanto cobrar no início e ela achava muito caro, por exemplo. Mas sempre me fez priorizar o estudo, nunca deixou eu largar a escola para viver de ilusionismo. Meu pai é um anjo na minha vida, me ajuda nos palcos, me leva para shows, para fazer cursos, me ajuda na produção e no controle financeiro do que eu ganho. Às vezes fica até de madrugada, em pé, assistindo. Minha namorada é a pessoa que me acalma, principalmente quando eu fico ansioso antes dos shows. Já a minha fotógrafa é uma grande amiga", afirma.

    Preparação

    Ciente de que está apenas começando, Danrlei conta que tem investido em seu futuro profissional. "Quero estar sempre estudando, ir em convenções, para um dia estar junto com essas pessoas que são reconhecidas nacionalmente. Quero um caminho parecido, mas do meu jeito. O "Putz, Sumiu 1" foi um sucesso grande aqui e em outras cidades. Hoje minhas grandes referências são o Pedro Amaral, um profissional intimista, que lida muito bem com o seu público. Também gosto muito do Yuri Pascoal, que ganhou um dos prêmios de mágica com baralho. Não é só o truque, tem uma história por trás. Aqui em Juiz de Fora eu admiro o Rafael Titonelli, que me deu uma força, e o Valentim, que é hipnólogo. Valorizo muito a galera aqui do Brasil, lógico que tem os grandes ilusionistas de fora do país, como o David Coperfield, que são reconhecidos mundialmente", comenta.

    Por trás dos palcos, o ilusionista revela como é feita a organização dos shows. "Eu tenho uma produção para ver o melhor local e o que fazer para que o público não fique perdido em um palco muito grande, com truques de baralho e moeda. Eu não gosto de ser um artista sério ou dramático, mas monto de acordo com o que o pessoal mais gosta. Fico meses trabalhando e testando o que vai dar certo. Não gosto de apresentar show em blocos, prefiro pegar um espetáculo do início ao fim com um contexto ligado, utilizando até o humor. O propósito é a pessoa sair do show com o coração mais leve, encantada. Pretendo apresentar o "Putz Sumiu 2" para outros locais que já me apresentei. Aqui eu tenho um acolhimento maior do público, por isso prefiro sempre começar por aqui. É um compromisso mútuo com o meu público", conclui.

    Truques ao vivo

    A convite da reportagem, Danrlei Carlos realizou alguns truques na visita à redação. A analista administrativo Vanessa Souza se voluntariou para participar. Confira o vídeo na íntegra.


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