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    Sábado, 16 de julho de 2016, atualizada às 10h25

    Documentários contam histórias de personalidades de Muriaé

    Angeliza Lopes
    Repórter
    foto

    Resgatar a memória através de nomes que marcaram a história de Muriaé, cidade a 158 quilômetros de Juiz de Fora, é o objetivo do projeto dos cineastas Carlos e Bruno Scalla, intitulado “Nossa Gente Muriaé”. Os três documentários em formato digital vão compilar trajetórias de muriaeenses e radicados na cidade, que ao longo da vida, colaboraram para o desenvolvimento da vida artística, social, cultural, esportiva, musical e literária da região.

    "O projeto pretende resgatar e difundir, através desta importante ferramenta, fatos marcantes que permanecem vivos e servirão como exemplo para as futuras gerações. As histórias de Waldemar Montezano, Guilherme Dornelas e Orgmar Souza (Miséria), tiveram destaque em suas épocas e levaram o nome da cidade para outros cantos do país. As narrativas serão contadas pelos próprios personagens e outros nomes que conviveram com estes três homens", afirma Bruno Scalla, que herdou do pai o amor pelo cinema.

    Em julho, a atleta brasileira Maria Magnólia Figueiredo e o atual técnico da seleção brasileira de atletismo José Figueiredo visitaram o município para as gravações do documentário. Magnólia, como é conhecida, detém o recorde sul-americano dos 400m por mais de 20 anos. Em seu currículo consta, ainda, a participação em 4 olimpíadas como Seul (1988), Barcelona (1992), Atlanta (1996) e Atenas (2004). Todos os dois relataram suas convivências com o ex-treinador muriaense Waldemar Montezano, cuja trajetória apresenta vitórias e vários admiradores.

    fotoMesmo nascido em Palmas, Montezano passou boa parte de sua vida em Muriaé. “Ele chegou a ser treinador do João do Pulo, um dos maiores recordistas brasileiros, e da Seleção Brasileira”, explica. Orgmar Souza, também radicado no município, tornou-se uma lenda viva da música brasileira. “Autodidata, ele tocou para alguns presidentes do Brasil. Um fato interessante foi quando Miséria foi convidado para tocar no clube de Leopoldina na década de 40 e 50, quando a segregação racial na cidade era muito grande, ao ponto dos negros não poderem passar nas calçadas. Hoje ele possui 90 anos e continua tocando com o mesmo vigor de antes”, completa.

    Outro nome que fez história na cidade, como um empreendedor além do seu tempo, foi o ex vice-prefeito de Muriaé, Guilherme Dornelas. “Ele que construiu o Colina Country Club, clube de relevância local. Dornelas também criou a casa de shows chamada 'Pilão', onde tocou Júlio Inglesias. Imagens inéditas gravadas pelo meu pai, que teve nas décadas de 70 e 80 um cine jornal, também farão parte das montagens”, afirma o cineasta Scalla.

    No próximo mês, estarão confirmados os depoimentos do ex-atleta Robson Caetano e de diversos integrantes das comissões técnicas dos clubes pelos quais Montezano passou.

    Os documentários, que recebem recursos da Lei Alcyr Pires Vermelho, de incentivo à cultura, têm  lançamentos previstos para novembro. Cópias serão distribuídas à rede municipal de ensino da cidade.

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