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    Quarta-feira, 24 de julho de 2019, atualizada às 11h

    Trio apresenta a versatilidade das combinações sonoras de viola, clarineta e piano

    Da redação

    A violista juiz-forana Flávia Motta se apresentará no 30º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, nesta quarta-feira, 24 de julho, ao lado do clarinetista belo-horizontino Iura de Rezende e da pianista, também juiz-forana, Elisa Galleano.

    A primeira obra do programa é um duo para viola e clarineta de uma compositora inglesa chamada Rebecca Clarke (1886-1979), uma das primeiras mulheres a tocar em uma orquestra profissional. “Ela era violista e escreveu diversas obras de música de câmara com viola. Escolhemos esse duo porque é muito bonito, bem escrito e pouco tocado. Raríssimas vezes são tocadas obras escritas por mulheres, tanto no ambiente orquestral, como na música de câmara. Isso também nos motivou a escolher esse duo”, ressalta Flávia.

    Um repertório pensado para explorar todas as variações de combinação entre a viola, a clarineta e o piano: “Essa formação é muito usada pelos compositores. Em apenas um trio, temos representantes de três famílias de instrumentos, o que proporciona uma grande gama de cores e nuances”, afirma a

    A segunda obra a ser apresentada pelo trio mineiro é uma sonata para viola e piano do russo Dmitri Shostakovich, importante compositor do século XX, autor de 15 sinfonias, seis concertos, 15 quartetos de cordas, duas óperas e inúmeras músicas para filmes, dentre outras obras (sonatas, quintetos, octetos).  Essa sonata foi a última obra escrita por ele, concluída poucos meses antes de sua morte. “É uma obra muito importante no repertório para viola e na história da música. Trata-se de uma obra autobiográfica”, explica a violista. Seu primeiro movimento apresenta a imagem da Rússia durante a segunda guerra – o frio, a neve, bombas caindo. O segundo movimento retrata sarcasmo, ironia, raiva, maldade e revolta. O terceiro movimento, fúnebre, é uma homenagem a Beethoven em razão de sua morte.

    O programa prossegue com uma fantasia sobre Silvana, obra para clarineta e piano de Carl M. von Weber (1786-1826), compositor alemão que escreveu diversas peças para clarineta (dois concertos, um concertino, um quinteto e o grand duo concertante). “É uma obra que demonstra virtuosismo e explora as cores e possibilidades do instrumento”, informa Flávia Motta. A composição também foi escolhida para fazer uma ponte entre a densidade e a intensidade de Shostakovich e a leveza e a transparência do trio de Mozart que encerra a apresentação.

    A última obra do concerto é um trio para clarineta, viola e piano de Mozart. Na época em que foi escrito, 1786, a clarineta ainda era um instrumento relativamente novo e esse trio, juntamente com o quinteto para clarineta e cordas e o concerto para clarineta e orquestra, ajudou a aumentar a popularidade do instrumento.


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