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    Sábado, 18 de janeiro de 2020, atualizada às 11h40

    Colunista Victor Bitarello fala da sua paixão pelo cinema

    Jorge Júnior
    Editor

    Apaixonado pela sétima arte, o advogado Victor Bitarello, colunista da ACESSA.com há seis anos, revelou, em entrevista ao Portal, sua preferência pelos estilos musical e drama. Estudante de psicologia, Victor mantém uma coluna mensal no site, escrevendo sobre seus filmes preferidos.

    Questionado sobre as produções que mais marcaram a sua vida, ele não tem dúvidas: “La La Land", "A Noviça Rebelde", "A Vida é Bela", “Roma”, “Central do Brasil”, entre outros.

    Há poucos dias para a cerimônia do Oscar 2020, agendada para 9 de fevereiro, em Los Angeles, Victor prepara um texto especial sobre os longas indicados na 92ª edição do evento. Confira a entrevista.

    ACESSA.com - Victor, de onde vem essa paixão pelo cinema?

    Victor Bitarello - De certa forma, desde muitíssimo novo, eu tinha prazer em me sentir vivendo a situação contada nos filmes que eu assistia. Inconscientemente, escolhia algum personagem e me "vestia" dele. Normalmente, eram os filmes da sessão da tarde, que eram os que eu tinha acesso. E também, nas festas de fim de ano, eu ficava diante da TV assistindo filmes antigos, longos, que já não passavam mais nos horários que eu podia estar acordado. Depois dessa fase, me lembro bem da minha mãe trazendo o filme "Mary Poppins", pois já tínhamos vídeo cassete. Ali confirmei que realmente aquela arte me fascinava. Esse filme é lindo!

    Qual foi a sua primeira experiência no cinema?

    Eu não tenho certeza da idade que eu tinha. Acredito que a minha primeira experiência tenha sido no Veneza ou no Excelsior, com algum filme da Turma do Trapalhões ou da Xuxa.

    Quando despertou a vontade de escrever sobre a sétima arte?

    Na verdade, eu vejo o escrever sobre filmes chegando na minha vida de uma maneira muito automática. Citando um exemplo: o Portal ACESSA.com tem um espaço para quem viu um filme falar o que achou. Eu observo que ele não é usado. Mas eu sempre gostava, porque tinha ali a oportunidade de extravasar em palavras (que ficariam registradas) o meu sentimento diante da tela. As redes sociais sempre me possibilitaram escrever, sem compromisso, quando eu via em algum longa algo que me chamasse a atenção.

    Tem algum gênero que você prefere?     

    Drama e o musical.

    Além da experiência no Portal ACESSA.com, já teve outras oportunidades?

    Sim. Já mediei rodas de bate-papo após a apresentação de filmes na Casa D'Itália, em eventos promovidos pela coordenação de cultura da Casa. Os filmes eram necessariamente italianos. Eu fazia uma crítica que era impressa e entregue a todos os presentes. Passávamos o filme e após havia um singelo debate.

    Para você, qual o melhor filme? Qual melhor ator? Qual melhor atriz?

    Para não ficar muito difícil, eu vou escolher um de cada gênero dos meus preferidos. Dos musicais, considerando tudo o que ele significa na minha vida, é "A Noviça Rebelde".

    Já dos dramas, eu já vi trabalhos fantásticos. O mexicano "Roma", o brasileiro "Central do Brasil" e o italiano "A Vida é Bela" poderiam ser uma boa resposta. Mas, considerando todos os aspectos que o filme que direi apresenta, e considerando também uma série de pensamentos que tenho sobre o cinema como um todo, para mim o melhor drama é o americano "Titanic".

    Para melhor ator, vou optar por considerar só os vivos. Dois dos meus atores preferidos já faleceram (o australiano Heath Ledger, e o norte-americano Philip Seymor Hoffman). Mas eu preciso ficar em cima do muro, porque é muito difícil escolher um só. Escolho: Daniel Day Lewis (britânico/irlandês) e o norte-americano Jack Nicholson.

    Com relação a melhor atriz de cinema será uma resposta mais fácil. São a norte-americana Meryl Streep e a britânica Kate Winslet.

    Você se inspira em algum crítico de cinema?

    Tem sim. Muito, mas muito humildemente falando, são José Wilker e Rubens Ewald Filho. Eu ficava completamente encantado com a forma que o José Wilker falava sobre os filmes. Ele era tão humilde. Tudo era dito com tanto respeito. E eu era  exemplo,um grande fã do Rubens Ewald Filho. Não tanto pelo conhecimento absurdo e sua inacreditável memória para filmes. Mas pela ausência de arrogância com que comentava os trabalhos, mesmo quando não gostava. Vejo gente na Rede Globo, querendo bancar de bom, sem poder, e isso me deixa muito irritado. Acho desrespeitoso. Rubens tinha tanto amor pelo cinema que sua forma de falar sobre eles foi uma inspiração.

    Quantos filmes você já assistiu?

    Ih... Não tenho a memória que o Rubens tinha, rs.

    Você prefere assistir filmes em casa ou nas telonas?

    Nas telonas.

    Algum filme marcou um momento importante da sua vida?

    “La La Land". Eu estava passando por um momento muito difícil. E o filme me emocionou muito na primeira vez. Decidi ir quantas vezes fossem necessárias para lavar a alma (os filmes me ajudam a chorar). Fui, ao todo, quatro vezes.       

    Estamos perto do Oscar 2020. Quais suas apostas?

    Vou precisar deixar vocês curiosos quanto a essa pergunta... o texto para minha coluna já está no forno!

    Cinema em Juiz de Fora. Qual a sua opinião?

    Eu fico feliz de termos salas para irmos. São quatro shoppings da cidade com salas, e infelizmente nenhum cinema de rua. No entanto, chega pouquíssimos títulos aqui. Para mim, que sou um fã, é terrível. Um Oscar chegando, muitos filmes que estão nas listas já estrearam em capitais, e na cidade não chegou. O cinema é por demais restrito aqui em Juiz de Fora. Fico feliz de haver pelo menos o Festival Varilux de Cinema Francês em junho. E, para quem consegue, o Sesc passa filmes que não chegam nas salas convencionais, às quartas.

    Recentemente, Victor também foi entrevistado pelo jornalista Guilherme Ferreira. Confira.

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