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    Sexta-feira, 22 de maio de 2020, atualizada às 16h54

    Artistas e agentes culturais de Juiz de Fora lançam Manifesto SALTO!

    Da redação

    Artistas e agentes culturais de Juiz de Fora lançaram neste mês o Manifesto SALTO!. O documento, que já conta com 145 assinaturas, e pretende reunir ainda mais pessoas, é uma iniciativa de valorização dos trabalhadores da cultura na cidade neste período de incertezas devido a pandemia do coronavírus. O Manifesto aponta a urgência de campanhas solidárias entre a classe para apoiar artistas e comunidades em situação de vulnerabilidade social. Ainda há uma série de propostas e reivindicações que buscam firmar diálogo com órgãos públicos e pessoas da cultura no município sobre a situação da classe durante e pós-pandemia.

    Com as restrições das atividades culturais, para evitar aglomeração e garantir o isolamento social, o setor cultural de Juiz de Fora foi afetado diretamente, "o que trouxe consequências para a classe que já lutava, mesmo antes da pandemia, para se estabelecer profissionalmente. Ao mesmo tempo, artistas se movimentam de forma independente como um meio de resistência e também como um alívio aos efeitos do confinamento", destacam os organizadores da ação.

    Diante desse cenário, o coletivo, através do Manifesto, estabeleceu prioridades e fez um levantamento de políticas públicas e medidas emergenciais, principalmente voltadas para artistas que vivem em situação de maior vulnerabilidade, e que também possam ser trabalhadas através de editais e com um planejamento para o retorno das atividades após a pandemia.

    Algumas das propostas destacadas no documento são: adaptações para a realização de eventos como “Corredor Cultural” e a “Semana da Consciência Negra”; a não interrupção da distribuição de fomentos aos projetos e profissionais; a elaboração de políticas específicas para pessoas negras, LGBTQI+ e mulheres; o pronunciamento oficial dos órgãos públicos sobre políticas emergenciais; a realização de editais menos burocráticos para estimular os artistas a desenvolverem os seus trabalhos através das redes, com apoio financeiro; medidas que contemplem também quem não tem acesso às redes, aos meios digitais, utilizando dados do “Censo da Cultura” para identificar esses indivíduos; fortalecimento de banco de dados com os profissionais da cultura da cidade, principalmente os vulneráveis, e uma forma de contato direto com os mesmos para que seja possível conhecer e diagnosticar as suas necessidades; ações de apoio emergencial voltadas para artistas em situação de vulnerabilidade; disposição de equipamentos culturais do município, de forma facilitada, sem ônus financeiro, em duas perspectivas (no viés emergencial, como suporte para arrecadação de doações para a campanha, e no cenário pós-pandemia, como espaços para ações artístico-culturais e formativas para os trabalhadores da cultura da cidade); tramitação urgente das propostas de ações emergenciais para o setor cultural.

    O coletivo anexou no Manifesto um formulário de assinatura, "enfatizando a importância e relevância de todos que trabalham e lutam pela cultura, além de pedir por união para que seja possível, durante um momento tão difícil para o mundo, pensar de forma mais efetiva em soluções para uma área que já vinha sofrendo com diversos cortes e falta de incentivos".

    Canais

    Para a divulgar as ações do coletivo, além publicar apresentação de artistas e de outros projetos culturais realizados na cidade durante a pandemia, o grupo criou uma página no Instagram (@saltocoletivo). O Manifesto, na íntegra, pode ser acessado (Aqui).


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