Mostra fotográfica destaca Batuque Afro-brasileiro de Nelson Silva

Criado pelo compositor Nelson Silva, em 1964, o batuque tem o objetivo de pesquisar, resgatar e difundir a cultura de matriz africana

da Redação - 30/06/2021

Vinte fotografias integram a mostra “Retratos da Resistência – As Faces do Batuque Afro-brasileiro de Nelson Silva”, em cartaz na sede da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), na Avenida Rio Branco 2.234, no Parque Halfeld, no Centro. Além dos retratos de integrantes do grupo, a mostra apresenta uma pequena biografia de cada um. Com imagens de Cláudia Rangel, curadoria e produção de Carolina Bezerra e Guilherme Landim, a exposição está aberta para visitação gratuita das 8h30 às 17h30, sendo obrigatória a adoção dos protocolos de contenção à Covid-19, como uso de máscara e distanciamento social.  

Criado pelo compositor Nelson Silva, em 1964, o batuque tem o objetivo de pesquisar, resgatar e difundir a cultura de matriz africana, tendo se consolidado como um movimento de resistência cultural, material e simbólica do negro em Juiz de Fora. O grupo, caracterizado por suas vestes coloridas, se expressa por meio da dança e da música, mantendo repertório próprio, com mais de 80 composições, entre batuques, sambas, arranjos e maculelês. Pela representatividade e importância do trabalho desenvolvido, o Batuque Afro-brasileiro de Nelson Silva é reconhecido como Bem Cultural Imaterial de Juiz de Fora.

A diretora-geral da Funalfa, Giane Elisa Sales de Almeida, afirma que a exposição do Batuque é uma alegria para a instituição e para a cidade. “Trata-se de um patrimônio registrado, e a mobilização feita a partir de seus membros tornou-se muito importante para nossa história, construindo uma narrativa de Juiz de Fora que é feita por várias mãos, ideias e grupos”.

A relações públicas do grupo, Zélia Lima, avalia que a mostra reforça o reconhecimento do Batuque e de seus integrantes em um momento crucial para a permanência do trabalho. “Ninguém é eterno, e precisamos renovar o grupo”. Ela conta que dos 20 componentes representados na mostra “Retratos da Resistência”, quatro já faleceram. Outros se afastaram da rotina do grupo devido às dificuldades impostas pela idade avançada. “Queremos que a exposição ajude a atrair mais pessoas, gente de todas as faixas etárias. Temos que passar nosso legado para outras gerações, de modo que essa cultura tão rica não se perca.”

Zélia afirma que os encontros semanais tiveram que ser interrompidos devido à pandemia de Covid-19. “Logo que tudo isso passar, vamos retomar os ensaios e as apresentações. Todas as pessoas interessadas podem participar e são bem-vindas ao Batuque”, afirma Zélia. Os contatos podem ser feitos pelo WhatsApp 98829-9097.

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