Mostra no Museu Mariano Procópio apresenta infância da família imperial em fotografias

As crianças e os adolescentes retratados são netos e bisnetos do segundo imperador do Brasil, Pedro II

da Redação - 15/10/2021

Quatorze imagens integram a mostra “Representações da Infância nas Fotografias da Família Imperial Brasileira”, em cartaz no parque do Museu Mariano Procópio, que foi reaberto ao público nesta semana. Instalada no corredor de acesso, logo após a portaria da Rua Mariano Procópio, a exposição apresenta um recorte histórico e social de uma das múltiplas realidades relacionadas à infância na transição do século 19 para o 20. As crianças e os adolescentes retratados são netos e bisnetos do segundo imperador do Brasil, Pedro II, e de sua esposa, Tereza Cristina. A exposição, que tem curadoria dos historiadores Rosane Carmanini Ferraz e Sérgio Augusto Vicente, com colaboração da também historiadora Priscila da Costa Pinheiro, poderá ser conferida até o fim do ano. A visitação é livre durante o horário de funcionamento do parque: terça a domingo, das 8h às 17h.

As imagens apresentadas seguem uma ordem cronológica, percorrendo o segundo reinado, o exílio dos imperiais na Europa – por ocasião da Proclamação da República, em 1889 –, e as primeiras décadas do século 20. O conjunto de fotografias é, em sua maioria, formado por imagens oficiais, posadas em estúdio de fotógrafos profissionais, mas também é possível observar cenas mais lúdicas, nas quais as crianças são retratadas em contato com brinquedos e animais.

Os curadores, que integram a equipe técnica da Mapro, observam, ainda, que a indumentária é composta por trajes infantis, como a representação do marinheiro, muito comum nas fotografias de meninos no século 19 e início do 20, e de crianças vestidas como pequenos adultos. Algumas dessas imagens possuem autógrafos dos retratados e comunicação escrita no verso, sendo transformadas em cartões-postais, o que reforça a sua função social de manutenção da representação pública da família imperial no imaginário coletivo, justificando sua circulação entre brasileiros que viviam no exterior e também no Brasil.

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