• Assinantes
  • Autenticação
  • Cultura

    Mostra marca a estréia de dois jovens no mundo das artes Mônica Veiga e Tálisson Melo promovem uma exposição com 16 obras de artes que propõem reflexões de auto-conhecimento

    Daniele Gruppi
    Repórter
    21/07/2008

    Dois jovens Tálisson Melo, 17 anos, e Mônica Veiga, 22, estréiam no mundo das artes plásticas com a exposição em cartaz Ê! boi da cara preta..., que propõe a discussão sobre o tema: indivíduo e massa.

    Os artistas se conheceram quando faziam curso de teatro, descobriam afinidades e tiveram a idéia de organizar uma mostra. "No início a intenção de fazer a exposição esfriou, mas depois vimos que podíamos trazer à tona a abordagem sobre como a mídia, a massa e o modismo foram transformando os indivíduos a ponto deles nem se conhecerem", afirma Melo.

    Melo conta que o objetivo é propor uma reflexão sobre quem as pessoas são. "As obras trazem o seguinte questionamento: 'Quem é você?' e 'Quem é você no seu coletivo'". Os artistas criticam o modismo, a alienação e as imposições que massificam os indivíduos.

    São 16 obras, entre elas dois móbiles e dois objetos de artes. Há também pinturas, desenhos e colagens. Os materiais utilizados são os tradicionais do fazer artístico e incluem os objetos do cotidiano, como lã, espelho, caixa de fósforo, dentre outros.

    Melo conta que ele e Mônica levaram um ano para desenvolver as obras. "Todas têm um signo e a interpretação varia". Ele se diz satisfeito com a repercussão da Ê! boi da cara preta.... "Os espectadores têm percebido nossas intenções e as releituras às vezes nos surpreendem".

    Foto de uma obra Foto de uma obra

    O artista afirma que em uma obra ele antecipou o fenômeno da mídia atual: a mulher melancia. "Fiz uma releitura do Abaporu da Tarsila do Amaral. Trouxe o caboclo para o contexto da sociedade que privilegia o progresso e a estética, substituindo o fundo regionalista por um urbanista. Coloquei também uma melancia na bunda dele", conta.

    Além de Tarsila, Melo procurou inspiração em Bertold Brechet e nas autoras Cecília Meirelles e Clarice Lispector. Já Mônica, no artista plástico René Magritte, o cineasta Akira Kurosawa e o autor Carlos Drummond de Andrade.

    Foto de uma obra Foto de uma obra

    Há também o resgate da cultura mineira, como os folguedos da mata. "No contexto regional, procuramos mesclar tecnologia e cultura". O artista diz também que prima pela liberdade de criação. "Tento não deixar que os meus valores interfiram na forma de passar a mensagem".

    Uma obra que Melo destaca na exposição foi intitulada "Curatração" (cura, tração e atração). "É um retalho de pensamentos, sentimentos e idéias. Demorei dois meses para terminar. Não conseguia pegar em outro trabalho. Normalmente, não tenho compromisso com a obra para que ela não me aprisione".

    Para ele, obra de arte é a concretização de uma idéia de forma que quem a observa pode ter a sua interpretação e pode também absorver algo construtivo que a faça se aproximar dela mesma. "A arte é um meio para o auto-conhecimento", declara.

    A exposição fica em cartaz até o dia 19 de setembro, na Livraria Quarup (Rua Padre Café, 484 - São Mateus), das 09h às 13h e das 17h às 20h (de segunda a sexta).

    Conheça nossos planos e serviços

    (32) 2101-2000

    A melhor internet está aqui!

    Conteúdo Recomendado

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.