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    Killing Eve vai além de apenas uma caçada policial


    Rafael Cardoli 27/04/2020

    Começando, em destaque, pela atuação de sua protagonista e antagonista. Sandra Oh dá vida a Eve Polastri de uma forma peculiar e ao mesmo tempo tão comum. A dualidade representada pela personagem a faz ser única e a mesma tem uma vida um pouco conturbada por conta de seu trabalho.

    Eve é real, não é daquelas protagonistas sem defeitos e com frases bonitas de efeitos como carta na manga. Ela possui qualidades, falhas, e a atriz mostra isso em cena com um talento e habilidade que só agrega à produção.

    Como antagonista, temos Jodie Comer interpretando a imprevisível, perspicaz e inventiva Villanelle. O trabalho de Comer aqui é magistral e seu talento, inclusive, foi reconhecido no Emmy de 2019 ganhando o prêmio de Melhor Atriz em Série Dramática.

    Dito isso sobre as duas atrizes principais da trama, vamos para a parte técnica. A série é bem produzida, sua construção narrativa é de fácil entendimento, com coerência e é daquelas produções que você pode não desejar parar de assistir, pois sua qualidade desperta no espectador aquela curiosidade sobre o que acontecerá a seguir.

    "Killing Eve" consegue ser mais do que uma série sobre investigação e caçada policial, pois entra nas intenções de suas personagens principais. Intenções essas que se iniciam de forma subjetiva por parte da assassina e mais tarde vai se mostrando cada vez mais sólida, mútua e não muito convencional no decorrer da temporada.

    Isso torna a trama diferente, única, e dá um tom de mais complexidade, sobretudo, quando você percebe as camadas de humanidade das personagens. Esses detalhes deixam a produção mais rica em seu conteúdo e, consequentemente, mais interessante de acompanhar.

    A série adotou como prática ter showrunners diferentes à cada temporada. Na primeira, teve Phoebe Waller-Bridge, protagonista da também premiada e famosa série "Fleabag", da Amazon Prime.

    “Killing Eve” é baseada no livro “Codinome Villanelle” do romancista britânico Luke Jennings e a produção está disponível na Globoplay.

    Rafael Cardoli é jornalista, bacharel em Comunicação Social pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, professor de Inglês na cidade de São Paulo, cursando Marketing Digital na escola Digital House, apreciador de filmes, séries e criador da página @cultumix no instagram.
    Instagram: @rafa_cardoli
    E-mail: oliveirarafa19@gmail.com

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