Juiz de Fora - MG

Associação dos Cegos em Juiz de Fora Prevenção e esperança no atendimento aos
portadores de deficiência visual

Deborah Moratori
04/11/03
"Ser a luz dos olhos de quem não a tem e preservar e conservar a luz daqueles que estão ameaçados de perdê-la", essa é a missão da Associação dos Cegos que há mais de 60 anos vem prestando atendimento aos deficientes visuais de Juiz de Fora e região.

"Não existe nenhuma entidade na região semelhante à Associação dos Cegos que funciona como internato 365 dias por ano. Aqui se faz caridade 24 horas por dia. Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas assistidas pelas associações vão para casa nos finais de semana. Aqui não há restrição de idade e o deficiente visual não tem que ir embora para a casa. Na associação, nós temos deficientes visuais de todo o país, estados como Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia", esclarece o presidente da associação Lucas Diniz Chaves.

Conheça o trabalho que a Associação dos Cegos desenvolve em Juiz de Fora. Clique aqui
Um pouco de história

A história da Associação dos Cegos começou quando o deficiente visual, Luiz de Freitas e sua esposa, residentes no Rio de Janeiro, vieram a Juiz de Fora com a intenção de fundar uma instituição para dar assistência ao cego idoso e carente. Aqui o casal encontrou pessoas determinadas a ajudar a realizar o desejo de Luiz de Freitas. Surgia então a Associação dos Cegos em Juiz de Fora que tinha como sede àquela época, uma casa alugada na Rua Padre Café onde funcionou por dois ou três anos, até que em 5 de outubro de 1939 foi eleita a primeira diretoria da instituição que passou a considerar a data como a de fundação da entidade.

Até 1955, a associação era dirigida por irmãs de caridade da Conferência São Vicente de Paulo. Foi a partir desse ano que o Lions Clube Juiz de Fora - Centro entrou na história da Associação dos Cegos, através de um representante recém ingressado no movimento, o Companheiro Leão - título dado aos integrantes do clube - João Theodosio Araujo (foto), que veio a ser Presidente da Diretoria Executiva da associação por 18 biênios.

Durante esses anos, foi lançado o slogan que a entidade orgulha-se de proclamar: "Em Juiz de Fora cego não pede esmola". Além disso, a instituição mudou de endereço, passando a ter como sede o local onde funciona até hoje. Da pequena casa de 20 x 140 m², a Associação dos Cegos ampliou suas instalações. Hoje são dois prédios anexos que abrigam um centro de prevenção, uma clínica oftalmológica, um centro cirúrgico, uma academia de ginástica, além do internato e dos setores onde são desenvolvidos os trabalhos com o portador de deficiência visual. O segundo prédio foi inaugurado em 1991, ano em que a entidade foi transformada na Fundação João Theodosio Araujo (então presidente na época) mantenedora da Associação dos Cegos em Juiz de Fora.



Conheça melhor a Associação dos Cegos


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É com essa infra-estrutura que a entidade presta a assistência aos cegos, admitindo deficientes visuais de todas as faixas etárias. "Além dos 38 internos, por mês passam pela associação uma média de três mil pessoas à procura de tratamento, consulta e atendimento, fora as cirurgias", ressalta Lucas Diniz Chaves (foto), na presidência da instituição desde dezembro passado.

A Associação dos Cegos é uma entidade sem fins lucrativos, mantida principalmente pela doação mensal de sócio contribuintes. Para cobrir as despesas, a instituição aceita qualquer tipo de doação: alimentos, remédios etc. De acordo com a secretária da entidade, Gisele Alves Bonsanto, para se tornar contribuinte basta entrar em contato com a instituição ou preencher o formulário que está na página da associação na internet. (Clique aqui para ver o formulário)

"Além disso, as pessoas podem fazer a contribuição através da conta de luz. Também estamos com um projeto que deve estar sendo lançado neste mês. O Cidadão Luz é um projeto para captação de recursos. Através das doações, as pessoas estarão dando luz para quem não a vê e estão contribuindo para a prevenção da cegueira, um dos principais trabalhos desenvolvidos pela Associação dos Cegos", finaliza.

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