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    Solidariedade com o próximo Mauro Paes acredita que bem perto de nós existem pessoas que precisam de apoio, seja emocional, financeiro, social ou mesmo cultural

    Renata Solano
    *Colaboração
    07/03/2008

    Preocupado com o voluntariado, o administrador de empresas Mauro Paes ajuda as pessoas desde 2001. Atualmente ele se auto-denomina como sendo um arquiteto de idéias e projetos sociais. "Nós somos a sociedade da informação e devemos usá-la em prol da sociedade, principalmente daqueles colegas e amigos que precisam da gente", comenta.

    Paes começou a fazer ações beneficentes em seu bairro Santa Cecília. Para ele, sem a participação do cidadão e do poder público, nós não temos condições nenhuma de obter resultados eficientes. "Tanto no âmbito administrativo quanto no civil, precisamos buscar o entendimento e o relacionamento com as outras pessoas, diminuindo a exclusão social e o abismo financeiro e intelectual que existe hoje em dia", afirma.

    Para ele o trabalho voluntário é uma forma de sugerir comportamentos solidários e de criar uma rede que busca a interação entre as pessoas para conter o aumento da exclusão social. "São vários pontos que a gente enquanto voluntário procura para diminuir os problemas que enxergamos em nossa sociedade. Em nossos bairros mesmo têm muitos problemas que atrapalham a vida dos moradores, por isso é preciso propor e correr atrás de oportunidade para essas pessoas, é uma forma de tirá-las da situação de risco", afirma.

    Mauro no projeto social com as crianças do Ceprom Paes destaca a solidariedade humana como uma saída para a exclusão social. Para ele é preciso que as pessoas se sensibilizem com a situação do próximo e ofereça para a comunidade um tempo, uma dedicação e, se possível, uma ajuda em dinheiro.

    Dono de várias idéias e projetos que reformulem uma consciência responsável, Paes acredita que é preciso mudar a mentalidade das pessoas na formatação das ações políticas, principalmente nos bairros mais carentes da cidade. "Trabalhar com projetos de esporte, educação, inclusão digital, sistema de apoio jurídico, através de bolsistas de universidades de direito, são algumas propostas que, com o apoio público, podem deixar de ser apenas uma utopia", acrescenta.

    Participação efetiva

    Mauro no projeto social em seu bairro, Santa Cecilia O administrador de empresas começou a perceber a necessidade de ajudar outras pessoas através da visão das carências estruturais de seu bairro que influenciavam na vida de alguns moradores. "É preciso estar com os olhos abertos e perceber que perto de você mesmo há pessoas que precisam de ajuda, seja ela financeira, social ou mesmo moral", comenta.

    Atualmente, Paes é também presidente de um clube da cidade e, através dele fomenta muitos projetos sociais. "Através de alguns convênios nós ajudamos alguns projetos já existentes e algumas ONGs. Cada um desses trabalhos é maravilhoso e me deixa muito feliz pois é mais do que fazer o bem, é construir a minha cidadania e ver pessoas tendo oportunidades e acesso ao lazer, ao esporte, à cultura", afirma.

    Através da parceria com a Associação de Livre Apoio ao Excepcional (Alae), o presidente do clube permite alunos da associação tenham a oportunidade de participar de diversas atividades esportivas, como handebol, vôlei, futsal e basquete. Para ele, o projeto é importante pois oferece o convívio dos excepcionais com a sociedade.

    Além disso, Paes já propôs à diretoria do clube e aos associados de participar de uma tarde especial junto com as crianças carentes do Centro de Promoção do Menor (Ceprom). "Tivemos a oportunidade de conhecer as crianças e de proporcionar a elas uma atenção e um carinho, além de diversão, através da entrega de brinquedos e de alimentação, com a doação de alimentos", conta.

    Mauro no projeto social Pequeno Jardieniro Paes lembra que contratou um aprendiz do projeto social da AMAC, pequeno jardineiro. Para ele ações como esta podem ser feitas por muitas pessoas. "É preciso dar oportunidade para os mais jovens e oferecer boas condições de vida para todos. Hoje eu estou vinculado ao Instituto Juizforano em que, através dele, existe a possibilidade de captação de recursos para as comunidades, temos as idéias e montamos um projeto, depois corremos atrás de condições para concretizá-los", conta.

    Outro projeto especial para o administrador é o do Centro de Recuperação Projeto Vida Nova, em que dependentes químicos recebem apoio dos profissionais do centro. "Através de alguns eventos que realizamos em nosso clube, arrecadamos alimentos e, com isso, criamos uma forma de ajudar pessoas que precisam, como é o caso desses locais que visitamos", comenta.

    Paes conta, inclusive, que estão desenvolvendo um projeto que visa oferecer a jovens e adultos o acesso à internet. "O projeto Cidade Digital é um projeto mais prolongado que precisa de mais tempo para se realizado, mas basicamente buscamos uma maneira de oferecer rede de internet às prefeituras municipais", acrescenta.

    *Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF


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