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    Moça atacada por pitbull pede ajuda para cirurgias Cachorro do patrão atacou a diarista Luciana Corona Braga, que está com rosto desfigurado. Ela precisa fazer 20 operações

    Daniele Gruppi
    Repórter
    02/07/2008

    A diarista Luciana Corona Braga, 35 anos, dois filhos, é mais uma vítima de ataques de cães da raça pitbull. O acidente aconteceu na casa do patrão, dono do cachorro, no bairro Fontesville, em novembro do ano passado. Ela teve seu rosto desfigurado.

    Luciana afirma que o patrão tinha dois pitbulls e que um mês antes dela ter sido atacada, um dos cães já tinha violentado um de seus filhos. Ela também ficou sabendo de um pedreiro que levou quinze pontos, sendo vítima do mesmo animal.

    No dia do acidente, ela conta que foi chamada para trabalhar na casa do proprietário dos pitbulls durante um churrasco.

    "Estava com pressentimento ruim. Aceitei o serviço, mas queria que a festa terminasse logo para ir para casa. Quando os convidados foram embora, ele me chamou para ir a outro evento com o pessoal, mas eu disse que tinha sido contratada só para aquele trabalho. Fiquei sozinha e fui terminar de arrumar a bagunça e me trocar. Estava de saída, quando encontrei o animal solto. Achei que ele tivesse conseguido fugir do canil, mas percebi que haviam libertado ele".

    A moça disse que o animal atacou primeiro o olho e que ele a arrastou para o canil. "Senti como se tivesse cinco homens em cima de mim. Mordi várias vezes o cachorro para tentar me salvar. Berrava e ninguém me escutava. Consegui, nem sei como, entrar dentro de casa. Fui me lavar. Queria tirar aquele cheiro de carniça de mim. Em seguida, apaguei".

    A moça, atacada no rosto e na cabeça, foi levada para a UTI do Hospital Pronto Socorro. Depois, foi transferida para o Hospital João Felício. A vítima ficou dois meses internada. Ela teve hemorragia no estômago, sofreu duas paradas cardio-respiratórias e ficou com o rosto desfigurado.

    Foto de Luciana Foto Luciana Foto de Luciana

    Ela já fez uma cirurgia de reconstrução do maxilar, no Inca, no Rio de Janeiro, que durou cerca de 11 horas. "Não consegui tratamento aqui em Juiz de Fora. Entretanto, o instituto assiste pessoas que sofrem de câncer. Tenho que ficar esperando vaga".

    Os médicos falaram para ela que será preciso mais 19 operações. "Teria que ir ao Rio de Janeiro de quinze em quinze dias, mas não tenho condições financeiras. É um 'casamento' com o Instituto".

    Ela não tem saído de casa desde o acidente. "É uma prisão domiciliar, sem ter cometido crime. É triste. Humilhante", emociona-se. Ela pede ajuda aos médicos e dentistas da cidade para que ela possa adiantar o processo, fazendo a reposição da orelha e arrumando a arcada dentária.

    Segundo a diarista, os cachorros teriam sido enterrados pelo dono. "Ele os tratava como bebês, mas não tinham focinheira e não sei se eram vacinados. Não me prestou socorro e não me dá nenhum tipo de apoio. Nem o dinheiro da faxina recebi". Ela tem um cachorro, dois gatos, mas afirma que é contra a criação de animais da raça pitbull.


    E-mail enviado para a Redação:

    É indignante ler uma reportagem, de um acontecimento mostruoso, e chegar ao final da matéria e concluir que a vítima atacada não está sendo assistida pelo dono dos animais. É preciso processar esse cidadão, ele tem que arcar com as cirurgias da sra. Luciana.

    É um crime criar animais assassinos e contribuir para que se possa estragar a vida de alguém tão jovem. Acredito no poder que a mídia tem, por isso resolvi escrever esse e-mail para que de alguma forma possa ficar a necessidade de interferência Legal nesse processo, pois a vítima merece e deve ser assistida de forma incondicional pelo dono (ou donos) criadores de animais assassinos.

    Não sou médica e nem dentista, se fosse, com certeza manifestaria meu apoio profissional! Torço para que os médicos e dentistas dessa cidade fiquem sensibilizados com a situação e tentem ajudá-la. Agradeço a ACESSA.com pela oportunidade de expressão, pois seria realmente muito difícil ler uma reportagem dessa e não poder manifestar toda a indignação que essa situação me causou.

    Aline Cristina de Almeida



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