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    Direitos Humanos em debate UFJF faz parceria com a ONU para debater questões de direitos
    humanos das nações com tradições não-ocidentais

    Marinella Souza
    Colaboração*
    12/11/2007

    A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceira com a Universidade Federal do Espírito Santo(UFES) e a Organização das Nações Unidas (ONU), realiza entre os dias 26 e 28 de novembro um seminário para o debate dos Direitos Humanos.

    Trata-se do Programa de Formação para Mediadores Sociais: direitos humanos dos povos indígenas, que tem o objetivo de discutir as questões dos direitos humanos das minorias étnicas, em especial, dos povos indígenas.

    Segundo a coordenadora do evento, a professora Jurema Brites (no vídeo), a ONU tem um programa para tratar as possíveis formas de acionar os direitos internacionais em casos de violação dos direitos humanos.

    A professora explica a importância de um programa como esse para a UFJF. "Coube a UFJF trazer a discussão sobre os Direitos Humanos para o ambiente acadêmico, trabalhando conceitos, procedimentos o trabalho da ONU e outros assuntos relacionados", diz ela.

    O professor, João Dal Poz (foto abaixo), acredita que é muito importante trazer esse tipo de discussão para a região sudeste, já que, normalmente, as ações nesse sentido se dão na Amazônia e no Marto Grosso. "É muito importante trazer isso para a região sudeste porque chama a atenção para as minorias da região. O sudeste sempre fica apagado nesse tipo de discussão", conta.

    Foto de João Dal Poz Segundo Dal Poz, a região conta com algumas tribos, tais como: maxacali, xakriaba, krenak e guarani, que merecem ser tratadas com dignidade e respeito às tradições. "A formulação inicial do Estatuto do Índio pretendia que eles fossem integrados à nação brasileira, perdendo suas características originais, só com a Constituição de 88 que isso mudou", ensina o professor.

    Os organizadores garantem que é fundamental que essas sociedades de tradições diversas da nossa, devem ter sua cultura preservada."A forma de conduzir práticas como o infanticídio, por exemplo, em povos que têm uma outra visão tem que ser diferenciada", ensina Jurema.

    Sobre o seminário
    Foto de índios A professora conta que o seminário pretende buscar formas de conviver com essas populações de formulações tão diversas das nossas, através de um diálogo entre todas as partes envolvidas. "O evento tem como público-alvo lideranças e representantes de comunidades e associações, estudantes e professores universitários, mas está aberto a quem quiser participar".

    Muitos temas serão debatidos no evento, entre eles, a importância da mídia nesse processo de intercomunicação cultural. Segundo Jurema, a mídia trata as questões das minorias étnicas com olhos ocidentais e isso não é correto. "É preciso considerar a visão deles", diz ela.

    Dal Poz quer fazer com que as diversas populações convivam de forma harmoniosa no mundo. "O que nós queremos é melhorar as condições de vida dessas populações, ensinar-lhes como proceder para garantir seus direitos, sem que isso desestruture a sociedade como um todo. É preciso que se encontre parâmetros que considerem essas minorias", ressalta o professor.

    O seminário é um programa de formação para os professores, acadêmicos, lideranças e para os agentes da ONU, que poderão tomar conhecimento da situação brasileira e, assim, tentar encontrar maneiras de reinterpretar essa relação, buscando um diálogo maior.

    Segundo com João Dal Poz, o programa tem interesses de de pesquisa, políticos e também de formação de futuros profissionais."O que pretendemos é unir teoria e prática, pois, sem isso, o estudante não tem uma formação profissional completa", garante.

    Pesquisa em tribos indígenas
    Dal Poz ressalta que a Oficina de Formação em Direitos dos Povos Indígenas e Minorias, que acontecerá no dia 27 de novembro, irá reproduzir pesquisa realizada em tribos indígenas. "David Martin vai reproduzir a nível local a discussão sobre as estruturas disponíveis para acionar os direitos internacionais. Ele estabeleceu diálogo com polícia, promotores, professores e estado numa relação capilar que leva ao cuidado com as minorias", explica o professor, acrescentando que tal oficina é obrigatória para que os participantes recebam o certificado.

    O evento faz parte da missão da ONU no Brasil e o papel da UFJF é multiplicar o número de mediadores sociais. "O curso abre uma perspectiva ampliada para o estudante e é muito importante na formação profissional do estudante de qualquer área dentro das Ciências Sociais, afirma Jurema Brites".

    As inscrições podem ser feitas a partir do dia 22 até o dia 26 de novembro no período de 09h às 12h e de 14h às 19h, no Departamento de Ciências Sociais do Instituto de Ciências Sociais, sala 11.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação da UFJF


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