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    Sexta-feira, 20 de agosto de 2010, atualizada às 19h

    Importância do Estatuto da Igualdade Racial é destacada em JF

    Aline Furtado
    Repórter

    Durante passagem por Juiz de Fora, nesta sexta-feira, 20 de agosto, o ministro de Estado Chefe da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Elói Ferreira de Araújo, destacou a importância da aprovação e da regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial.

    O documento, de número 12.288, aprovado recentemente pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, foi publicado no dia 20 de julho e deverá ser regulamentado no dia 20 de outubro.

    "Estamos entusiasmados, afinal, temos, agora, um respaldo que trata da igualdade entre as pessoas. Enfim, a contribuição dos negros para cultura nacional é muito grande. Basta lembrar da culinária, do samba, da dança etc.", destacou o ministro.

    Ele lembra que a igualdade está prevista desde a Constituição do Império, mas é preciso garantir a aplicação desta igualdade na educação, na saúde, na cultura, na moradia e no trabalho. "A aplicação é feita por meio da instituição de ações afirmativas, combatendo as desigualdades que tiveram início ainda no período da escravidão. A intenção é contribuir para as condições de inclusão. Trata-se da proteção dos direitos."

    Para o integrante do Centro de Referência da Cultura Negra de Juiz de Fora, José Geraldo Zaca Azarias, a aprovação do Estatuto tem grande relevância. "É uma forma de envolver toda a sociedade e de reconhecer a importância da comunidade negra."

    Ensino

    Durante a visita à cidade, o ministro, juntamente com o secretário de Políticas de Ações Afirmativas, Martvs Antônio Alves das Chagas, firmou um protocolo de intenção com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) a respeito do ingresso no mercado de trabalho de alunos negros da Faculdade de Comunicação.

    "Percebemos que o número de jornalistas negros atuando é muito pequeno, o que é diferente do número expressivo de estudantes de Comunicação. Podemos citar como exemplo o número de jornalistas negros que cobriram a Copa do Mundo, apenas três", citou, apontando Heraldo Pereira, Abel Neto e Paulo César Vasconcelos.

    Araújo anunciou a entrega, em outubro, de uma medalha a instituições de ensino que contribuem para a igualdade racial. A UFJF está entre as universidades homenageadas. "É preciso destacar que as condições devem estar voltadas não apenas para o acesso dos negros à universidade, mas também à permanência e à formação dos mesmos."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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