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    Banda formada por nove cegos é reconhecida pelo públicoOs músicos tocam as canções de ouvido e manuseio dos instrumentos não é empecilho para os artistas

    Jorge Júnior
    Repórter
    30/3/2011
    cegos

    O grupo musical Nova Visão, formado, há oito anos, por deficientes visuais assistidos pela Associação dos Cegos de Juiz de Fora, tem percebido, a cada apresentação, mais reconhecimento do público. "O púbico vem conversar, quer saber detalhes do conjunto. A gente fica conhecendo várias pessoas nas apresentações", conta um dos fundadores do grupo, Antônio Silva.

    O sentimento de ser reconhecido também é percebido pelo também integrante do grupo, Carlos Alberto. "O aplauso do público é gratificante. A música é uma distração. Eu sempre gostei de música." A satisfação é compartilhada com a instrutora de artesanato da Associação dos Cegos, responsável por guiar os deficientes até os locais de apresentação, Solange Mendes. "As pessoas acham diferente e ficam querendo saber como eles [os deficientes] conseguem tocar os instrumentos. É muito gratificante, é uma interação muito boa. Eles fazem a alegria do público."

    O grupo, formado por nove portadores de deficiência visual que cantam e tocam violão, cavaquinho, surdão, pandeiro, acordeom e triângulo, nasceu, em 2003, após sensibilizar os ouvidos da liderança da Associação dos Cegos, na época. "Nós começamos a tocar e o ex-presidente João Theodósio Araújo agradou do som. Então, formamos o grupo", conta Silva, lembrando-se do passado despretensioso da banda.

    cegos cegos

    Atualmente, os músicos realizam ensaios, semanalmente, além de tocarem em festas, quando são convidados. No repertório, samba e MPB. As canções são tocadas de ouvido. "A gente escuta a música e vai passando um para o outro. Se ficar bom, a gente toca", diz Alberto. Para os deficientes, o manuseio dos instrumentos não é empecilho para a arte. A maior dificuldade é tirar o som do acordeom. "O importante é não desanimar." As canções mais novas também são consideradas difíceis. "Os equipamentos são mais antigos e, às vezes, eles não têm muito recurso."

    Alberto lembra que, durante esses anos, o momento mais importante foi quando eles se apresentaram pela primeira vez. "Nós fizemos uma apresentação para o Instituto Jesus e foi muito bom tocar para outra fundação", recorda. Alberto revela que tem um projeto de lançar um CD.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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