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    Segunda-feira, 27 de junho de 2011, atualizada às 18h

    Juiz de Fora pode ganhar um Centro Integrado de Atendimento ao Menor

    Jorge Júnior
    Repórter
    ipsemg

    "Juiz de Fora vai receber, em data a ser divulgada, um Centro Integrado de Atendimento ao Menor." A afirmação foi feita pela delegada adjunta do 4º Departamento da Policial Civil, Juliane Amélia, durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF) nesta segunda-feira, 27 de junho.

    De acordo com a delegada, a cidade será a primeira do interior do Estado a receber esse sistema. "Em Belo Horizonte já existe uma delegacia especial para crianças. Já estamos estudando as possibilidades de trazer esse projeto para o município", afirma. Segundo a delegada, ainda não existe um prazo para a instalação do centro, mas em breve o serviço começará a funcionar.

    "O que nós queremos sugerir com esta audiência pública é a criação de uma Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente (DECAD) para Juiz de Fora", afirma o vereador Francisco de Assis Evangelista (PP), proponente da reunião ao lado do vereador Noraldino Júnior (PSC).

    Segundo Júnior, a preocupação com os jovens se explica porque atualmente cerca de 30% dos presos têm entre 18 e 22 anos, e, na maioria das vezes, eles não foram presos pelo primeiro ato infracional. Em muitos casos, o sujeito tem um histórico de envolvimentos em crimes como roubos e furtos, tráfico de drogas e agressão.

    "O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê medidas socioeducativas, mas muito pouco é feito para mudar a realidade em nosso país. Precisamos de que todos os atores envolvidos nesse tema, que são pais, educadores, conselheiros tutelares, assistentes sociais, delegacias, Ministério Público, entre outros, participem das discussões e sugiram ideias", destaca o vereador.

    Para a representante do Conselho Municipal de Saúde, Eriane Pimenta, são necessárias medidas para que os adolescentes não fiquem fora do meio social. "É importante que o problema seja tratado na base, com ações de inclusão social, por meio do esporte, cultura, lazer, além, é claro, de medidas de prevenção." Segundo Eriane, vender drogas é, em muitos casos, uma alternativa que os jovens encontram para sobreviver. "Se as leis fossem cumpridas, o panorama não seria esse. Vender drogas se tornou uma forma de ganhar dinheiro fácil. Temos que colocar outros prazeres na vida dos adolescentes."

    Júnior destaca, ainda, que a sociedade não está preparada para receber o Estatuto da Criança e do Adolescente. "O Estatuto foi feito para uma sociedade inexistente. Ele existe há 21 anos e nossa sociedade ainda não está preparada para recebê-lo. Falta estrutura familiar, educação, oportunidade, escolas de tempo integral, programas profissionalizantes creches que acolham crianças para que mães trabalhem e tenham onde deixar os filhos em segurança."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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