Sexta-feira, 16 de setembro de 2016, atualizada às 18h02

Instituto Vitória pede ajuda a apoiadores para não fechar as portas

Angeliza Lopes
Repórter
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O Instituto Vitória, que fornece auxílio alimentício,  psicológico e tratamento especializado aos assistidos com algum tipo de deficiência, pede socorro à população juiz-forana para manter as portas abertas. Com uma dívida de quase R$ 18 mil, a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) está com sérias dificuldades para continuar um trabalho realizado há 6 anos, que garante melhor qualidade de vida a centenas de crianças e adolescentes. A instituição fica na rua Bernardo Mascarenhas, 1.780, no bairro Fábrica.

Na luta do dia a dia pelos direitos de sua filha Vitória, que nasceu com paralisia cerebral, Antônio Furtado e sua esposa, Marlene Ferreira Furtado, criaram a Associação de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais (AAPNE) - atual Instituto Vitória, para ajudar outras famílias que passavam pela mesma situação. Com o esforço de voluntários, trabalhadores, apoiadores e do casal, a instituição cresceu e, atualmente, oferece atendimento psicológico, fisioterápico e fonoaudiológico a 90 pessoas, sendo que outras 86 estão cadastradas e aguardam oportunidade na fila de espera. Eles também fazem reformas de cadeiras de rodas e oferecem cestas básicas para as famílias.

Antônio, que é o diretor-presidente do Instituto, conta que tentou reduzir os custos, que antes chegava a R$ 25 mil, com demissão de funcionários e cortes, mas mesmo com valor fixo mais baixo, está difícil continuar. “O aluguel aumentou para R$ 2.400 e preciso manter duas funcionárias do telemarketing e um auxiliar administrativo, com salário de R$ 921, cada. Tenho despesa com telefone, vale transporte, água, luz e três funcionárias da área de saúde. Isso porque já demiti três funcionários”, relata.

Ele complementa que precisa de sanar a dívida das despesas de agosto para começar de novo, e, para isso, pede ajuda de apoiadores e empresas que possam custear alguma conta da instituição. “Já não abrimos há três dias. Prometi no túmulo da minha filha que faria de tudo para manter o Instituto, mas está difícil”, lamenta Antônio.

Mesmo com voluntárias de nutrição e fonoaudióloga, o diretor explica que é difícil manter profissionais da saúde de forma voluntária. A instituição possui trabalhos nas áreas da saúde de segunda a sexta-feira, nos turnos de 7h às 11h e de 13h às 17h. “Temos um apoiador que paga duas fisioterapeutas. Os exercícios são muito importantes para o desenvolvimento do assistido. Temos casos de crianças que entraram aqui na cadeira de rodas e hoje andam, pulam e brincam”.

Como Ajudar

Os interessados em ajudar o Instituto Vitória podem fazer depósitos de qualquer valor para a conta poupança na Caixa Econômica – agência: 1536 op. 013 conta: 12153-2. A instituição também convida os apoiadores a conhecerem os serviços e assistências, através de visitas na sede de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e de 13h às 17h.

A OSCIP também está com uma campanha de venda de rifas no valor de R$ 5 de uma camisa do Cruzeiro autografada. Quem desejar adquirir o número para concorrer ao sorteio, pode entrar em contato com o Wildinei pelo telefone geral (32) 3221-8514.

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