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    Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018, atualizada às 17h59

    Campanha incentiva cadastramentos para doação de medula para bebê de 9 meses

    Angeliza Lopes
    Repórter

    Influenciadores digitais mobilizam campanha nas redes sociais em prol do pequeno Pedro Altomar Barbosa Ferraz, de nove meses, que precisará de transplante de medula, em Juiz de Fora. Para aumentar as chances dele e de outras tantas vidas, o doador precisa se cadastrar no Banco de Doação de Medula Óssea, no Hemocentro da cidade. Em novembro, o bebê foi diagnosticado com Leucemia Mielóide Aguda (LMA).  

    Algumas estrelas como Scheila Carvalho, Evandro Mesquita e Lucas Malvacini já abraçaram esta corrente do bem, que pretende sensibilizar o maior número de pessoas para o cadastramento que é simples, rápido e pode ser feito em qualquer Hemocentro do país. Colhe-se uma pequena amostra de sangue (5ml) para que seja feito o exame de compatibilidade. Seu cadastro entra para banco de dados do Registro de Doadores de Medula (Redome), e, caso encontrem alguém compatível, você é convidado a fazer a doação.

    Diagnóstico de Pedro

    O pai, Gema Ferraz, conta que até os oito meses Pedro não tinha tido nenhuma febre ou dor e que as visitas ao pediatra eram apenas de rotina. "Em uma noite ele teve febre e no dia seguinte, levamos ao hospital. A médica de plantão nos pediu alguns exames. Ela poderia ter dito que era apenas o dentinho e, por isso, estava enjoadinho, mas solicitou estes exames que detectaram grande alteração no sangue. A partir daí, os médicos começaram a investigar até chegarem no diagnóstico da Leucemia Mielóide Aguda (LMA)", contou.

    Depois do diagnóstico, o bebê foi internado na UTI Neonatal do Hospital Albert Sabin para a primeira quimioterapia. "A situação não era grave, mas optamos pela UTI por oferecer um cuidado especial com monitoramento o tempo todo. Assim que terminou o primeiro bloco de medicações, fomos para casa e depois, retornamos para mais uma sessão que já estava prevista. Agora, vamos para casa, novamente, e depois teremos mais uma quimioterapia em janeiro que já será em São Paulo, onde é feito o transplante", detalha.

    A maior chance de compatibilidade da medula sempre é de um irmão, entre 25% e 30% de possibilidade de ser 100% compatível. Mas como Pedro é filho único, a família lançou #SuperPedro para mobilizar cada vez mais cadastros. "Como ele não possui irmão, os parentes mais próximos são os pais. Estamos fazendo os exames para ver a compatibilidade", explicou Gema.

    Nos casos em que o doador compatível não é encontrado na própria família, as chances de encontrá-lo no banco do Redome é de uma em 100 mil pessoas. A compatibilidade é verificada pela semelhança entre os antígenos dos leucócitos do doador com os do receptor, por meio do exame de HLA (Antígenos Leucocitários Humanos). Portanto, quanto mais candidatos cadastrados, maiores as chances de se encontrar o doador ideal para os pacientes que precisam de transplante.

    Como doar medula?

    Qualquer pessoa, entre 18 e 55 anos, que não apresente doenças como as infecciosas ou as hematológicas, pode se cadastrar como doador de medula óssea. Os interessados devem procurar a unidade do Hemominas de Juiz de Fora, na esquina da avenida Rio Branco com rua Barão de Cataguases, levando um documento original com foto. Lá, ele deverá preencher os formulários de identificação do candidato à doação de medula e do Termo de Consentimento. O cadastramento é feito de segunda a sexta, de 8h às 18h. Em caso de dúvidas, as pessoas podem ligar para (32) 3257-3117 ou 3257-3113.

    No local, o futuro doador receberá orientação de como funciona o cadastro e o transplante. Será colhida uma amostra de sangue, usada para fazer o exame, que terá o resultado codificado e cadastrado no Redome, o banco de dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é convocado para exames complementares e para realizar a doação propriamente dita no local mais próximo de sua residência, não sendo necessário que o mesmo vá até o local do transplante. Todos os procedimentos e deslocamento do doador são custeados pelo SUS.

    Os doadores precisam manter os dados atualizados no site (clique aqui para atualizar seu cadastro) do Inca até completar 60 anos, para ser localizado em caso de compatibilidade.

    Coleta

    Há duas formas básicas para coleta da medula de um doador:

    • punções no osso da bacia, por meio de agulhas especiais, sob efeito de anestesia. Os doadores passam por um pequeno procedimento cirúrgico, de aproximadamente 90 minutos.
    • aférese, procedimento de coleta por via periférica, que se assemelha a uma doação de sangue. Não requer internação nem anestesia.

    A escolha sobre o tipo de coleta não é uma decisão do doador ou do paciente, mas sim uma indicação médica, de acordo com o tipo de patologia ou diagnóstico do paciente.

    Para os doadores, os riscos são praticamente inexistentes. Apenas 10% da medula óssea são retirados e, dentro de poucas semanas, a medula doada será recomposta pelo organismo. Além dos riscos mínimos, o transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue.

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