Família e escola: a união que dá certo

Luiz Roberto Martins Luiz Roberto Martins 27/03/2018

O sucesso da educação começa quando se promove a parceria entre a escola e a família cujo objetivo é a formação educacional do ser humano. Para que isso aconteça, ambas deverão ter responsabilidades em relação aos objetivos que queiram alcançar.  Família e escola possuem caminhos diferentes neste processo, porém, complementares para que os alunos tenham uma educação de qualidade tanto escolar quanto informal no convívio com a família, afinal, o apoio e a inspiração para o amadurecimento podem ser encontrados nesses dois polos.

Nenhuma escola substitui a família no que diz respeito à educação informal no convívio em casa, entretanto, a escola complementa esta formação com os programas pedagógicos propiciando maior sociabilidade e conhecimentos específicos.

Muitos docentes, cujo trabalho até pouco tempo era de transmitir conhecimentos, se deparam com situações que os levam a fazer o papel dos familiares em relação ao repasse de valores e princípios.  
Ao longo da história as famílias passaram por transformações que promoveram uma troca de atribuições, ou seja, pelo fato de muitas mães e responsáveis necessitarem do trabalho para o sustento de sua casa, transferiram suas funções para a escola que acabou perdendo seu foco.

Todos são responsáveis pela educação. Comunidade, escola e família deverão buscar uma formação de qualidade. Com frequência, algumas dificuldades de aprendizagem são geradas nas famílias e refletidas no âmbito escolar, por isso, existe a necessidade de uma interação entre as partes para maior compreensão da situação, e com atitudes assertivas poderem saná-las.

O papel da escola é oferecer um ensino de qualidade mantendo os professores atualizados. É também apresentar aos pais as propostas pedagógicas e dar liberdade aos alunos de se manifestarem de maneira que contribuam com o processo educativo.

Para uma boa formação das crianças e adolescentes, é necessária a presença significativa por parte dos familiares onde uma relação de confiança e transparência seja estabelecida. Que os pais ou responsáveis participem da vida escolar dos filhos, que saibam dos projetos da escola e que também contribuam com sua participação em reuniões. Que a escola esteja aberta às opiniões dos pais para que essa parceria possa ser democrática e transformadora. Segundo Gabriel Chalita: “Por melhor que seja uma escola, ela nunca vai suprir a carência de uma família ausente. Portanto, a família deve participar de verdade do processo educativo de seus filhos”.

Que haja uma participação temperada com moderação e sensatez. Embora não seja fácil, esta parceria não é impossível de ser realizada. Tendo como objetivo uma educação de qualidade, todo esforço é necessário para a concretização deste sonho. Para que vire realidade é preciso ação.

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