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    A solidariedade como base da educação  

    Luiz Roberto Martins Luiz Roberto Martins 5/02/2019

    Vivemos em tempos de competição e individualismo.  A falta de empatia também é uma realidade que a cada momento é notória. Como a educação pode contribuir efetivamente para mudar este quadro? Ao ler várias reportagens e artigos sobre o futuro da educação no Brasil, chego à conclusão que se as escolas conscientizarem os alunos de cuidarem de si mesmos haverá sim uma luz no fim do túnel, pois se pressupõe que isso é uma prática da solidariedade.

    Cuidar de si mesmo e consequentemente olhar para seu semelhante é formar cidadãos de bem. O papel da escola é promover atividades acadêmicas com o objetivo de levar aos alunos a prática da assistência. É importantíssimo ressaltar que este trabalho não depende apenas do segmento escolar. A família tem que ser participativa em todos os contextos. É neste trabalho de conscientização, amor para com o próximo, respeito e solidariedade que a sociedade começará a mudança e a partir daí enxergaremos nossa vida de modo diferente.

    Ser solidário é uma virtude. É fazer parte de uma corrente do bem que deve ser mantida viva dentro de nós. Não devemos esquecer que ter compaixão não é sentir pena, e sim, acolher e respeitar a dor do outro. Tragédias de grandes proporções como ocorreu em Minas Gerais há poucos dias, traz à tona o sentimento de amor ao próximo. É doar-se sem pedir nada em troca. É humanizar uma sociedade.

    Infelizmente, na atualidade, percebemos muita falta de respeito ao próximo. É como se quisessem levar vantagem sobre o outro numa competição desenfreada de poder. Para quê? A vida é efêmera, num piscar de olhos tudo acaba e o que nos separa da morte é apenas uma batida do coração.

    Ações assertivas como programas de conscientização e preservação do meio ambiente promoverão uma vida mais saudável sem falar da cobrança que a população deverá fazer com aqueles que foram eleitos para que façam políticas públicas responsáveis que impeçam o sofrimento desnecessário. Amar e respeitar a todos nos torna mais felizes.

    Parece utópico, porém é fato que um mundo melhor é construído através de pessoas melhores que têm como base o comprometimento com os valores humanos acima dos econômicos.

    A empatia pode ser aprendida não somente através dos educadores escolares como também pelos familiares. Sem ela a intolerância, o bullying e a violência despontam sem pedir licença. É lamentável, na maioria das vezes, percebermos atitudes solidárias somente quando estamos diante de catástrofes gigantescas como a ocorrida em Brumadinho MG.

    Cultivar o sentimento de amor e respeito ao semelhante é fator essencial para o crescimento humano. Que possamos nos educar com o objetivo de manter acesa em nós a chama da solidariedade. Que nos tornemos pessoas melhores a cada dia mudando a sociedade através de atitudes transformadoras.

    Luiz Roberto Martins de Oliveira é Graduado em Letras
    Especialização em Literatura
    Especialização em Gestão Educacional
    Professor e revisor de monografias, livros e artigos para revistas
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