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    O ponta pé inicial para uma carreira de sucesso Guarda Mirim oferece primeiro emprego para adolescentes
    e os prepara para o mercado de trabalho

    Thiago Werneck
    *Colaboração
    04/07/2007

    Gerente de uma empresa e com dois cursos de pós-graduação no currículo, Armando Tadeu Lino (foto abaixo) alcançou sucesso na carreira graças a Guarda Mirim, que lhe rendeu o primeiro emprego. E, assim como no caso dele, essa é uma profissão que surge como forma de dar o passo inicial da carreira.

    Armando, gerente de uma empresa de Três Rios, considera que só teve êxito na vida profissional pelo seu começo na Guarda Mirim. "Foi como mirim que iniciei e deslanchei na minha carreira. Meu primeiro emprego e um curso de datilografia me abriram muitas portas. Com força de vontade e trabalho conquistei minha posição atual", destaca Armando.

    Para ele, as palavras chaves para um bom mirim são organização, disciplina, responsabilidade e educação. "Isso é um pouco do que aprendi na Associação de Proteção ao Guarda Mirim. O jovem tem que ter orgulho de ser mirim, tem que dar valor a esse cargo e oportunidade. Mais empresas têm que fazer a parceria e contratar esses jovens", avalia Armando.

    Associação

    Em Juiz de Fora, os mirins recebem a ajuda, cursos e palestras da Associação de Proteção ao Guarda Mirim. A entidade, há 40 anos, dá oportunidade aos jovens entre 14 e 17 anos de conquistarem um emprego. Hoje, são aproximadamente 300 jovens da cidade inscritos no projeto. Por volta de 170 estão trabalhando e os outros aguardam serem chamados para entrevistas.

    Armando ex-guarda mirim Todos eles acompanham cursos de informática do Sesc nas sexta-feiras e depois vão para associação acompanhar palestras. O atual presidente da Instituição, Sílvio Vieira de Grázia (foto abaixo), destaca que esse trabalho é essencial para os mirins. "Nós tratamos de assuntos como uso de drogas, doenças sexualmente transmissíveis e vários outros temas. Mostramos como eles devem se portar quando profissionais de uma empresa", destaca.

    A maioria deles está empregada em redes de supermercados da cidade. Segundo, Sílvio, cerca de 30% dos mirins são contratados pelas empresas. "Nós queremos aumentar esse número", avalia. A Associação tem oferecido o serviço de mirins para as empresas e com isso aumentou o número de contratação de mirins em mais de 40%. O objetivo é dobrar a quantidade de mirins empregados até o final do ano.

    Foto do Sílvio presidente da Associação Normalmente, as empresas ligam para Associação para pedir o serviço de um mirim. "A gente manda três deles para fazerem entrevista. Já aconteceram casos deles irem tão bem que a empresa contratou todos. Outras vezes nenhum se enquadrou no perfil desejado pelo empresário. Mas o normal é que sempre um deles seja escolhido", conta Sílvio.

    Cada mirim pode ficar, no máximo, dois anos em uma empresa. No final do prazo, se ainda tiver idade, ele pode continuar na Associação, mas tem que mudar de trabalho. "O ideal é nos procurarem quando eles tiverem entre 13 e 15 anos. Depois dos 17 nenhum contrato pode ser feito ou renovado. E mesmo menor de 14 anos, eles já podem fazer as atividades e ficar na lista de espera pelo trabalho", explica Sílvio.

    O Guarda Mirim

    A maioria dos mirins fazem serviços de boy, como entregas, pagando contas, resolvendo problemas no banco e auxiliando na parte administrativa. Quando entram na Associação fazem uma entrevista com a psicóloga que define o perfil de cada um. A empresa interessada passa um perfil desejado e assim os eles são indicados para entrevista.

    Esse é o caso do mirim Guilherme Oliveira (foto abaixo). Ele conta que estudava a noite e que já estava na sua hora de arrumar um emprego. "Eu estava só estudando e por isso com muito tempo ocioso. Fiz a prova de seleção, esperei uns cinco meses e depois fui contratado", revela.

    Omirim Guilherme Esse é o último ano dele como mirim. Guilherme vive a expectativa de ser contratado pela empresa."Quero permanecer aqui. Está sendo uma ótima experiência", observa. O trabalho como mirim termina, porque a Associação não renova o contrato dos que já tem mais de 17 anos. Eles só podem permanecer na empresa se forem contratados.

    Para ser mirim, é preciso ter entre 14 e 17 anos incompletos e estar estudando. O adolescente precisa comparecer na Associação acompanhado pelo responsável, com o documento de identidade, CPF e carteira de trabalho. Depois de passar pela entrevista, o mirim já participa dos cursos e palestras e aguarda ser chamado para alguma empresa.

    Eles trabalham 30 horas por semana e têm todos os direitos trabalhistas garantidos por lei. Carteira de trabalho assinada e férias são alguns dos benefícios garantidos para os mirins. A vantagem para empresa é que os encargos são mais baratos do que os de um outro funcionário.

    *Thiago Werneck é estudante de Jornalismo da UFJF

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