Elizabeth Soares Elizabeth Soares 10/03/2008

Ser uma mulher realizada e reconhecida profissionalmente Isto lhe parece possível?

Ilustração: Laura Martins Ferreira. Ilustração de uma mulher lendo um livro São muitos os papéis que a mulher do século 21 conquistou para desempenhar... Papéis que se multiplicaram após uma grande e rápida evolução que aconteceu no mundo moderno. Para entender o tamanho desta mudança sócio-cultural basta pensar que a mulher brasileira começou a exercer seu papel de cidadã através do voto no ano de 1932 e, atualmente, 76 anos depois de oficializar esta participação na vida política do país, elas já se encontram na chamada "Arena Corporativa" competindo por um alto cargo nas empresas e na sociedade lado a lado com os homens.

A mulher descobriu-se como produtiva fora do lar e sua contribuição financeira tem sido mais importante a cada dia. No Brasil, segundo o Instituto Ethos, as mulheres representam 50% da força de trabalho em geral, 35% do quadro funcional das empresas, 28% dos profissionais em nível de supervisão e 9% em nível de diretoria.

Esta nova mulher que vem conquistando espaços cada vez maiores e mais altos por vontade e por necessidade pode passar uma imagem de super mulher. Além de assumir as atividades tradicionalmente femininas, passou a absorver os desafios da mulher moderna: uma casa bem arrumada; marido apaixonado; filhos saudáveis, educados e estudiosos; ter corpo, cabelo e unhas bem cuidadas e, como se tudo isto não bastasse, uma colocação no mercado de trabalho com uma recompensa financeira que justifique entrar nesta maratona...

Será mesmo possível atingir este ideal que o mundo de hoje nos apresenta? Esta mulher moderna tem se mostrado sobrecarregada. Seu tempo é curto. Os papéis são mesmo muitos. Exigem bastante, física e emocionalmente. Os filhos pedem tanto... É preciso ir ao supermercado... Cuidar da casa... Pagar contas... Ir às reuniões da escola... Ser motorista dos filhos... Conversar com a empregada... Preocupar-se com prazos e os planos de crescimento profissional... Será mesmo possível ser ótima em tudo?

Veja a seguir alguns pontos importantes que podem ajudá-la a se conhecer melhor, provocar algumas mudanças em sua maratona diária e a sentir-se mais segura de seus próprios passos:

Liste seus papéis e estabeleça metas

Quais são os papéis que você desempenha atualmente? Além de profissional, o que mais exige sua dedicação? Ser mãe, amiga, irmã, filha, motorista, estudante, atleta... Pense nos planos que você deseja fazer para se realizar em cada um destes papéis e qual deles ganhará uma maior relevância nesta fase de sua vida. Não é lógico e produtivo pensar que você será ótima em todos os papéis que exerce e ao mesmo tempo. Estabeleça foco. Realize-se por áreas.

Experimente dividir responsabilidades: delegue

É comum vermos uma mulher acreditando que "se não fizer certas coisas ninguém mais fará", então, o que acontece? Ela se "mata de trabalhar" e não cuida de alguns aspectos importantes para a sua carreira profissional. Lembre-se de que quem ganha promoções é, na maioria das vezes, quem apresenta o trabalho pronto, e não quem faz o trabalho. Exercite pensar de forma estratégica e ampla, isto é, pense primeiro no resultado que deseja atingir e depois em como fará para chegar até ele.

Trabalhe o medo feminino de ferir os sentimentos alheios

As mulheres costumam ser muito mais tolerantes e preocupadas em fazer ou falar coisas que magoem os sentimentos dos outros. Isto pode resultar em mulheres que priorizam as necessidades alheias em detrimento das suas, ou seja, um perfil de mulher compreensiva demais, educada demais... Estabelecer limites pode ser útil a você e para o valor de sua própria imagem.

No fim das contas, seja qual for a sua escolha em relação aos seus papéis prioritários, saiba que, talvez, muito mais do que o sucesso, seu maior desafio nesta vida ainda pode ser o caminho do autoconhecimento, isto é, mudar o que for possível e se contentar com tudo o que você é.

Saiba mais
  • Mulheres ousadas chegam mais longe. FRANKEL, LOIS P., Editora: GENTE
  • Mulheres boazinhas não enriquecem. FRANKEL, LOIS P., Editora: GENTE

Elizabeth Soares
é psicóloga com foco em desenvolvimento de pessoas
Saiba mais clicando aqui.

Sobre quais temas (da área de Carreira) você quer ler nesta seção? A psicóloga Elizabeth Soares aguarda suas sugestões no e-mail educacao_carreira@acessa.com

Conteúdo Recomendado

Comentários

Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.