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    Elizabeth Soares Elizabeth Soares 11/04/2008

    Para quem constrói um plano de vida,
    a aposentadoria não é o fim da linha

    Senhores no Parque Halfeld jogando xadrez Mesmo em tempos de correria e competitividade no mercado de trabalho, diversas empresas estão abrindo espaço para realizar ações com o objetivo de ouvir e apoiar seus profissionais a fim de que consigam lidar de forma planejada com o final de carreira.

    Para compreender o processo de uma pessoa que está caminhando para a aposentadoria, é preciso levar em conta que, ao envelhecer, uma pessoa se depara com diversas mudanças. Além da aproximação da aposentadoria, o indivíduo também precisará conviver com as mudanças em seu corpo, nos relacionamentos pessoais e em seu status na sociedade (perda na renda mensal, perda do cônjuge ou de familiares, local de residência etc.). São mudanças inevitáveis e que chegam de forma gradativa e contínua.

    O fato é que, se na teoria chegar à aposentadoria é algo desejável, na prática pode ser frustrante. Segundo dados da Unicamp, 121 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a depressão depois que deixam seus cargos.

    Com base nesta constatação, é possível entender que, um indivíduo que durante anos viveu para ser produtivo, pode sentir dificuldades para lidar com as mudanças relacionadas ao fim da atividade profissional. O desafio é ter atitudes que demonstrem capacidade para viver o período pós-carreira de forma saudável e positiva.

    Os sintomas da síndrome da pós-aposentadoria devem ser levados a sério segundo opinião do geriatra João Toniolo Neto, de São Paulo. Ele explica que é sempre importante cultivar interesses fora do ambiente de trabalho e, sobretudo, não esperar se aposentar para ver o que vai fazer na vida. Além disto, é preciso que planeje antes para não ficar perdido logo após a aposentadoria.

    Caso este seja o seu momento profissional e você não tenha acesso a um grupo de preparação para aposentadoria na sua empresa ou, talvez, trabalhe por conta própria, procure trocar informações e experiências com pessoas que estejam vivendo a mesma fase de carreira que você.

    As questões relacionadas à aposentadoria não se resolvem rapidamente, elas permanecem no pensamento de muitas pessoas em forma de auto-questionamento. São dúvidas e incertezas quanto ao futuro que podem gerar certa paralisação frente ao próprio futuro.

    Pára-se, ao invés, de agir e buscar novos meios de atuar na sociedade: se envolver em trabalhos voluntários, dedicar-se a movimentos religiosos, iniciar uma nova carreira profissional (como por exemplo: dar aulas, ser um mentor etc.), adotar estilos de vida mais saudáveis ou mesmo viajar mais. São escolhas para ser levadas em conta ao se construir um plano de vida pós-aposentadoria. A resolução bem-sucedida desta fase envolve um processo de adaptação, uma aceitação de si mesmo, do que se fez ao longo da vida e da pessoa que se é hoje.

    Sentir-se satisfeito e tranqüilo é vital para a continuidade da saúde física e mental. Uma pessoa que se aceita e aprende a renovar-se terá melhores condições de se aposentar e envelhecer entre amigos e de forma saudável.

    Fontes:

    • Revista Diálogos - Conselho Federal de Psicologia, dez/2007
    • Revista Veja, edição especial "A Melhor Idade", ago/2005

    Elizabeth Soares
    é psicóloga com foco em desenvolvimento de pessoas
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