Elizabeth Soares Elizabeth Soares 09/12/2008

Perfil desejado: mas afinal, o que é isto?

Atualmente, muito se tem falado no termo "competências" pelo mundo corporativo. As empresas alegam que muitas vezes é difícil encontrar profissionais com o chamado "perfil desejado". Afinal de contas, o que é isto?

O primeiro passo é entender que toda empresa que define e procura seguir um determinado modelo de gestão consistente dará sinais claros de que sabe o tipo de profissionais que procura no mercado.

Note que uma empresa que publica sua missão está dizendo qual é o seu propósito maior e, mais do que isto, ela também costuma divulgar seus valores como forma de estabelecer e compartilhar quais são as "regras do jogo", isto é, como as coisas devem ser feitas lá dentro, o que é aceito e valorizado.

Segundo o experiente gestor da área de Recursos Humanos, Cláudio Cneszlinger, os valores estabelecidos por uma empresa só valem mesmo quando se transformam em comportamentos praticados pelos profissionais no dia-a-dia de trabalho. A isto chamamos competência.

Na prática, podemos traduzir competência como uma determinada atitude profissional desejada pela empresa, e que deve variar de acordo com o cargo a ser ocupado e o objetivo maior de cada organização. Portanto, faz-se necessário que, além de desenvolver o autoconhecimento, você também procure entender o que sua empresa deseja, quais são seus principais objetivos e quais os valores que ela prioriza.

Quando você lê um anúncio de emprego e se depara com uma série de competências esperadas por determinada empresa, não significa que um mesmo profissional deva possuir todas aquelas características já desenvolvidas. Entretanto, aquele anúncio sinaliza quais são as competências valorizadas por aquela empresa e que tipo de profissionais tem por objetivo atrair.

Há diversas vantagens em se trabalhar para uma empresa que define abertamente as competências esperadas de um profissional:

  • maior probabilidade de adaptação ao cargo devido à clareza das informações iniciais;
  • avaliação do desempenho profissional com base em parâmetros transparentes (diminuição do "achômetro");
  • construção de planos de desenvolvimento com foco definido;
  • possibilidade de aplicar recompensas e remuneração com base em objetivos alcançados;
  • maior compreensão e transparência nos momentos de demissão.


É sempre útil lembrar de que o tempo presente tem exigido que o profissional assuma o comando de sua própria carreira colocando-se no papel de protagonista ao invés de vítima. Seja qual for o tamanho da empresa para a qual trabalha ou a importância que você acredita que seu cargo possua, o primeiro passo deve ser dado por você. Não se coloque apenas na posição de quem espera. Procure compreender um pouco mais sobre sua empresa, seu negócio e seus objetivos. Faça com que suas habilidades tenham valor e sejam percebidas.


Elizabeth Soares
é psicóloga com foco em desenvolvimento de pessoas
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