Um projeto emancipatório

Nome do Colunista Jungley Torres 17/10/2018

Se partirmos do pressuposto de que a educação em seu processo educativo de ensino&aprendizagem precisa contribuir simultaneamente para autonomia, racionalidade e possibilidade de ir além da mera adaptação, constataremos o fato de que a educação deve desempenhar um papel emancipatório.

Deve ser enfatizada como emancipação a visão do homem autônomo, não se referindo apenas ao indivíduo como entidade isolada, mas fundamentalmente como um ser social. Ela é pressuposto da democracia e se funda na formação da vontade particular de cada um, tal como ocorre nas instituições representativas.

O tema foi tratado pela primeira vez em 1947 no livro A Dialética do Esclarecimento, que Adorno escreveu em parceria com Max Horkheimer. Em Educação e Emancipação o autor Adorno lembra ainda, da importância da educação em não ser um instrumento disciplinador de condutas através da repreensão, costume que sempre predominou durante muitos anos de forma explícita através de castigos físicos e morais, e hoje de maneira disfarçada através de uma repressão psicológica.

No processo de ensino e aprendizagem deve- se encontrar um viés para formação da autonomia, um caminho que possibilita um projeto emancipatório, mas ela só pode ser bem sucedida se for um processo coletivo, já que na nossa sociedade a mudança individual não provoca necessariamente a mudança social, mas esta é precondição daquela.

A educação deve contribuir, portanto, para o processo de formação e emancipação, contribuindo para criar condições em que os indivíduos, socialmente, conquistem a autonomia, o pensamento crítico, o desenvolvimento reflexivo enquanto sujeito coparticipante de uma sociedade democrática.

Através deste breve esboço sobre educação & emancipação, possível projeto emancipatório que urge nos dias atuais, pretendo proporcionar a reflexão, e ao mesmo tempo o desafio da educação em contribuir simultaneamente para autonomia, racionalidade e possibilidade de ir além da mera adaptação, desenvolvendo assim às potencialidades do sujeito enquanto cidadão em seus exercícios em uma sociedade democrática que requer cada vez mais sujeitos autônomos e emancipados.

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