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    Educação enquanto via dialógica de transformação

    Nome do Colunista Jungley Torres 6/07/2019

    A “educação bancaria”, que se restringe apenas em depositar conhecimento ao educando, não estimula no aluno a busca pela construção ativa do conhecimento. Fundamentalmente destrói nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade, e acaba por manter a divisão entre os que sabem e os que não sabem, e por extensão entre opressores e oprimidos, negando a dialogicidade que seria a ponte construtora relacional entre os envolvidos. 

    Tal comportamento, da “educação bancária”, é notável nas disciplinas que impõe uma leitura mecânica, sem compreensão, desafiando a memorização, sem a apropriação da significação profunda do texto, os caminhos impostos inibem a capacidade criadora. Ao contrário, o dialogo, é a matriz condutora da pedagogia problematizadora, pois os seres humanos são especialmente dialógicos, fundamentalmente seres relacionais. O dialogo aqui é falar e ouvir, ouvir e falar.

    Esse diálogo, que é dialético, nos constata que cada pessoa tem uma dimensão de abertura ao diferente de si que lhe é constitutiva e que não lhe pode ser negada. No diálogo o sujeito é “chamado a ser ele mesmo em suas relações”, reconhecendo a alteridade, na qual se estabelece uma relação com o outro numa dinâmica de integração.

    O educador Paulo Freire aponta as bases de sua teoria dizendo que “A participação do sujeito no processo de construção do conhecimento, com métodos novos em que alunos e professores, juntos fundamentando a relação dialógica-dialética entre educador e educando: ambos aprendem juntos.”(Paulo Freire). Mesmo Paulo Freire não ter afirmado criar uma metodologia de ensinar, sua teoria educacional se espalhou como rastro de pólvora por todo universo acadêmico, influenciando mestres e educadores em toda parte, preconizando uma mudança total da sociedade. E tal pensamento nos desafia a pensarmos de forma fundamental: se queremos um ensino “bancário” ou se queremos construir o saber de forma dialógica.

    E aí?!

    Que possamos pensar sobre...

    Abraço,


    Jungley Torres

    Área de formação: Filosofia, Pedagogia e Teologia.

    Área de interesse: desdobramento dos aspectos ontológicos, existências, hermenêuticos, da subjetividade e fenomenologia. Estudo de discursos e saberes que constituem as práticas educativas; Educação e Linguagem, com enfoque no discurso pedagógico contemporâneo.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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