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    Amor: Diretriz para 2020

    Nome do ColunistaJungley Torres 17/01/2020

    De imediato é importante ressaltar que existem várias formas de amor ou amores que poderiam ser mencionadas e abordadas, por brevidade não destacaremos suas diferenças e manifestações, mas numa primeira aproximação é importante reconhecer que o amor não é apenas um amálgama de experiências distintas, mas também tende a apresentar-se como uma experiência transversal em termos de idade, sexo e posição social.

    O amor concebido para além de um ideal seja ele de patriotismo, religioso ou metafísico, capaz de dar sua vida em nome de “Deus”, religião, pátria ou revoluções, mas ao contrário, o amor que se coloca como vida, como uma semente que faz o coração pulsar, que se situa enquanto sentido da nossa existência que é capaz de situar-se como um traço de demarcação na nossa estrada existencial. Na ausência dele, o sentido da vida se torna opaco. Na ausência dele, para muitas pessoas, o interesse pelo trabalho, a ambição, o poder, a busca da riqueza, embora não desapareçam, são vividos como destituídos de sentido.

    Várias pesquisas quantitativas confirmam, por exemplo, que a riqueza econômica não está necessariamente ligada à felicidade pessoal, isto é, uma não é condição sine qua non, de garantia e necessária para que a outra ocorra. Richard Ainley Easterlin, professor de economia na Universidade do Sul da Califórnia (2001), aponta que, depois a sociedade ultrapassa certo limiar de renda (geralmente em torno de US$ 15 mil de PIB per capita por ano), o aumento da renda não se traduz em aumento da “felicidade” – ou seja, superado esse limiar, as aspirações pessoais tendem a se deslocar para valores espirituais ou pós-materialistas, algo capaz de dar sentido a vida, a existência fática e constatável.

    O sentido da vida é plural e pode ser concebido de várias maneiras, no entanto, gradualmente, ele deve existir e nos fazer mover enquanto diretriz, nos fazendo viver e almejar vida a cada dia, AMOR é VIDA! E por isso, para o ano de 2020, desejo a todos amor e vida longa, vida com propósito e vida com sentido. Que possamos fazer um algo a mais e que em cada coração árido ou concreto possa brotar uma semente de amor, uma afeição capaz de abranger nossa vivência e transbordar em nossas relações interpessoais, sociais e na nossa maneira de lidar com as coisas.

    Assim, minha prece é que para o ano de 2020 o amor possa ser nossa diretriz e que se coloque como novo grande horizonte de sentido da vida.

    Abraço a todos!

    Fonte:

    EASTERLIN, R. A. Income and Happiness: Toward a Unified Theory. The Economic Journal, n.111, p. 465-84, 2001.


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    Jungley Torres é filósofo com formações em pedagogia e teologia. Área de interesse: desdobramento dos aspectos ontológicos, existências, hermenêuticos, da subjetividade e fenomenologia. Estudo de discursos e saberes que constituem as práticas educativas; Educação e Linguagem, com enfoque no discurso pedagógico contemporâneo.

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