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    O desafio da educação


    Jungley Torres 13/05/2020

    Em tempos atípicos como esse devido a pandemia de impacto global e a suspensão das aulas presenciais por tempo indeterminado, os pais ao auxiliarem no processo educacional de seus filhos podem se deparar com o desafio de educar. Pensando nisso, decidi expor uma reflexão sobre o desafio e o ato de educar.

    Educar não é moldar uma mente. É libertá-la dos moldes. Educar não é podar inteligências ou moldá-las, tolher a criatividade, amoldar a voz interior de cada um, mas ao contrário. O ato de educar perpassa pela reflexão de valores éticos, morais, republicanos que possam ampliar nas relações humanas do educando- cidadão os tornando cada vez mais críticos, reflexivos e consciente de suas ações na sociedade.  

    Educar é ir além dos conteúdos programáticos, sem desmerecê-los, é caminhar rumo a “excelência”, isto é, fazer melhor a cada vez que se faz e almejar ir além, no sentido de aprimoramento contínuo. A própria palavra “excelente” significa aquilo que vai além. Portanto, a “educação excelente” é aquela que faz mais do que a obrigação. Isto é, aquela que tem obrigação como ponto de partida, não como um ponto de chegada. Nesse sentido educação é aquela que oferece sólida base científica, formação de cidadania, concepção de solidariedade social.

    A reflexão sobre educação leva em conta e considera a realidade como sendo dinâmica e que “natureza” e sociedade não são entidades acabadas e/ou estáticas, mas está em continua transformação, jamais estabelecidas definitivamente; a realidade é entendida como um processo contínuo, portanto, a síntese não é o termo final, mas já é “em si mesma uma nova tese que pode ser negada e produzir uma nova síntese”.

    A reflexão, e ao mesmo tempo, o desafio da educação consiste em contribuir simultaneamente para: autonomia, racionalidade e possibilidade de ir além da mera adaptação, desenvolvendo, assim, às potencialidades do sujeito enquanto cidadão em seus exercícios em uma sociedade democrática que requer cada vez mais sujeitos autônomos e que fazem uso da racionalidade reflexiva.


    Jungley Torres é filósofo com formações em pedagogia e teologia. Área de interesse: desdobramento dos aspectos ontológicos, existências, hermenêuticos, da subjetividade e fenomenologia. Estudo de discursos e saberes que constituem as práticas educativas; Educação e Linguagem, com enfoque no discurso pedagógico contemporâneo.

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