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    Por uma educação da esperança


    Jungley Torres 20/11/2020

    Estamos inseridos hoje em contexto histórico no Brasil em que a necessidade de redizer e reviver a Educação da Esperança é mais que adequada, se faz necessária, é crucial. Diante do avanço das políticas de mercantilização da educação que afetam a educação pública e democrática, aliado a um conservadorismo moral e elitista que desqualifica tanto as classes populares quanto os movimentos sociais que defendem os direitos da classe trabalhadora e que combatem a qualquer tipo de desigualdade ou preconceito, como, por exemplo, homofobia, xenofobia, misoginia, racismo, entre outros, a esperança no âmbito da educação, e claro da vida como um todo, urge e se torna um combustível necessário aos educadores nessa luta por uma educação mais igualitária.

    Pensar numa perspectiva pedagógica da esperança é fundamental, pois no momento em que nos encontramos de total descaso com a esfera educacional, onde as políticas de educação no Brasil estão sendo reformuladas, notadamente com um viés conservador e mercadológico (Base Nacional Comum Curricular, Reforma do Ensino Médio ), e há um sucateamento do financiamento público, o que afeta os âmbitos políticos, pedagógicos e democráticos da educação. Ter esperança em meio a esse cenário e no plano da ação lutar pela defesa de uma educação pública de qualidade para todos é crucial, é um dever!

    Assim, esse breve artigo/ coluna pretende trazer a reflexão de uma pedagogia da esperança e apontar, mesmo em tempos difíceis, para uma educação que não domestica, que não discrimina, que não reduz a educação à aprendizagem de uma lista de competências que o aluno é responsável por adquirir. Em outras palavras, apontar para além de uma educação que coisifica, que tem como horizonte o treinamento para submeter à exploração desumanizante do mercado de trabalho. Mas que leve esperança aos educandos e envolvidos, esperança de um futuro melhor, de uma consciência crítica diante das coisas, de um saber prático aliado ao teórico, uma educação comprometida tanto do ponto de vista ético, estético e, sobretudo, político e que acredite em seu exercício na educação enquanto agente de transformação, não somente do indivíduo, mas da sociedade como um todo.

    Por isso, caros leitores, é preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar, e não meramente esperar, como nos aponta o grande educador e teórico Paulo Freire, esperançar é se levantar, é construir, é não desistir. A verdadeira esperança é uma qualidade, uma determinação heróica da alma. E a mais elevada forma de esperança é o desespero superado.

    #Fé #Esperança

    Jungley Torres é filósofo com formações em pedagogia e teologia. Área de interesse: desdobramento dos aspectos ontológicos, existências, hermenêuticos, da subjetividade e fenomenologia. Estudo de discursos e saberes que constituem as práticas educativas; Educação e Linguagem, com enfoque no discurso pedagógico contemporâneo.

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