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    Meia-entrada é criticada por donos de cinemas Questão é levantada na Assembléia Legislativa de Minas e, mais uma vez, transforma-se em motivo de polêmica

    Renata Cristina
    Repórter
    19/04/2007

    Uma regulamentação mais clara sobre a concessão de meia-entrada e gratuidade nos cinemas foi discutida nesta quinta, dia 19, por deputados e empresários do ramo, na Assembléia Legislativa de Minas. A idéia seria alterar o Estatuto do Cinéfilo, através do projeto de lei 685/07, que prevê um fundo para custear a meia-entrada e outros benefícios em apresentações culturais.

    Como justificativa para a proposta, os empresários alegam que 73% dos ingressos vendidos correspondem à meia-entrada. De acordo com o Sindicato das Empresas Cinematográficas Exibidoras de Cinema, a rentabilidade só é garantida se pelos menos 30% da bilheteria é vendida no valor integral.

    Em Juiz de Fora, os empresários acreditam que a meia-entrada corresponda a 75% do movimento nas salas de cinema. Para o gerente do Duo Cine Santa Cruz, Marcelo Magalhães, o maior prejuízo acontece com as carteiras falsas de estudante. "Não há controle na emissão das carteiras, por este motivo, há também uma proposta de fazermos um documento único para os cinemas", observa.

    O que dizem os estudantes
    Para o representante da União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes (UNE), na distribuição de carteiras em toda a Zona da Mata, Demócrito Albuquerque, o problema de falsificação não corresponde as carteiras destas instituições. "Uma medida provisória aprovada em 2001 quebrou o monopólio das carteiras da UBES e UNE, favorecendo ao aparecimento de entidades picaretas", esclarece.

    Albuquerque ainda ressalta que o critério para a confecção das carteiras é rigoroso e exige a apresentação de documentos. "Temos tudo arquivado, para esclarecimento de qualquer dúvida", diz.

    Outras modificações trazidas pelo PL 685/07 são a proibição de mudanças de última hora na programação das salas, a limitação das propagandas exibidas antes de cada exibição e o controle na entrada de servidores públicos sem pagar ingresso.

    A assessoria do Cinearte Palace e Alameda foram procuradas pela equipe de reportagem do portal ACESSA.com, mas não retornaram até o momento.

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