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    Cresce procura por cursos técnicos Um dos motivos é o aumento de número de vagas num mercado que
    precisa cada vez mais de mão-de-obra especializada

    Renato Salles
    Repórter
    25/02/2008

    A graduada em Fisioterapia, Debora Toledo Lucarelli, já trabalha em sua área de formação. Por outro lado, Jaqueline Maria Sequeto dos Reis tem o ensino médio completo e busca melhores oportunidades no mercado de trabalho. O que há de comum entre elas? As duas apostam suas fichas na formação técnica como garantia de um futuro melhor.

    A fisioterapeuta está cursando o segundo ano do curso técnico de Segurança do Trabalho e explica sua opção por uma nova formação profissional, dessa vez, em um curso técnico. "O mercado de trabalho de nível superior atual apresenta muitas dificuldades para o profissional. Na minha, e acredito que nas demais áreas, já está saturado. Tenho certeza de que uma formação técnica, no contexto atual, abre novas perspectivas profissionais", acredita.

    Debora ainda enumera mais motivos que a levaram a optar pelo curso de segurança do trabalho. "Dentro da fisioterapia trabalho com ergonomia, que também faz parte da formação do técnico em segurança do trabalho, uma coisa levou à outra", explica. Ela acredita que a nova empreitada será de grande valia competitivo mercado de trabalho atual. "Minha esperança é melhorar meus rendimentos através da formação técnica, sem deixar de lado minha formação superior", afirma a fisioterapeuta.

    Diferente do caso de Debora, Jaqueline está a procura de um espaço no mercado de trabalho. A solução encontrada, entretanto, foi a mesma. Ela cursa o segundo ano do curso técnico de química. "Essa formação é um excelente oportunidade para quem não tem acesso ao ensino superior. É quase uma garantia de um espaço no mercado de trabalho. Uma vez trabalhando na área, fica mais fácil pensar em faculdade", conta a estudante.

    Às vésperas de concluir o curso, Jaqueline já faz planos para o futuro. "Já estou querendo estagiar, sei que o mercado está bem amplo, é um área que permite atuar em vários campos e o mercado está carente de mão de obra especializada", diz.

    Escolha acertada

    Para Ericksson Aragão, diretor comercial de um colégio politécnico da cidade, a escolha das estudantes é a mais acertada possível. "O ensino superior teve um avanço muito grande de meados da década de 90 para cá. As instituições estavam capitalizadas e investiram em publicidade colocando na cabeça dos jovens que ter diploma de faculdade é ter status. Assim muitas pessoas com aptidão para cursos técnicos optaram pelos cursos de graduação. Opção muitas vezes frustrante em razão da saturação do mercado", explica.

    Segundo Ericksson, este crescimento vertiginoso do número de pessoas ingressando em cursos de nível superior, provocou uma carência no outro lado da balança, o que reflete na grande demanda do mercado por mão de obra especializada. "Para cada engenheiro é necessário, em média, quatro técnicos em edificações. E é assim nas demais profissões. Houve uma inversão de valores nos últimos anos e agora o mercado clama por mão de obra especializada", relata o diretor.

    Foto de sala de aula Foto de sala de aula Foto de sala de aula

    Para ele um país que sonha em registrar crescimento de 6% ao mês tem que se preocupar com a formação de profissionais para cargos técnicos. "Para crescer o país precisa de mão de obra que só é conseguida através dos cursos técnicos. As empresas procuram os estudantes ainda em formação devido a falta de profissionais no mercado. Temos alunos recebendo até R$800 no estágio", revela.

    E até o Ministério da Educação e Cultura (MEC) parece concordar com as palavras do diretor. Apoiado em pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, FIRJAN, o ministério afirma que os cursos técnicos estão em alta, apontando que no âmbito industrial entre as dez profissões com maiores perspectivas profissionais, cinco delas estão relacionadas à cursos técnicos.

    E é nessa tendência atual que Ariane Cavalcante acredita para buscar um melhor emprego. Muito tempo afastada dos estudos ela acaba de iniciar um curso de contabilidade e já vislumbra crescimento profissional. "A gente sempre espera o melhor. Sempre trabalhei no comércio e agora chegou o momento de apostar em minha carreira. Tenho certeza de que esta formação vai abrir novas portas. Quem sabe não posso até abrir meu próprio escritório?", sonha a estudante.

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