Quinta-feira, 28 de agosto de 2008 atualizada dia 10 de setembro, às 15h56

Professores da rede estadual decidem manter greve que já dura quase duas semanas



Daniele Gruppi
Repórter

A greve dos professores da rede estadual de ensino que teve início na quinta-feira, dia 28 de agosto, vai continuar por tempo inderterminado. A reunião realizada na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, na última terça-feira, dia 09 de setembro, decidiu pela continuação do movimento.

Segundo o diretor de comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte), Antônio Braz Rodrigues, cerca de 55% das escolas em Minas Gerais aderiram ao movimento.

A principal reivindicação da categoria é em relação à implantação imediata do piso salarial no estado de R$ 950 para professores do ensino básico de todo país.

O valor foi estabelecido na Lei 11.738/08, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O piso atual para o nível é R$ 336. Rodrigues afirma ainda que o governo de Minas estaria tentando mover uma ação de inconstitucionalidade para a medida.

Os profissionais reivindicam também a revisão do plano de carreira - que é de 2003 -, melhoras na assistência médica e condições de trabalho. "Quanto mais distante do centro, mais precária é a escola". Em Juiz de Fora, segundo a Superintendência Regional de Ensino, há 61.576 alunos na rede estadual.

Uma nova reunião com a Secretaria de Educação está marcada para a próxima sexta-feira, dia 12 de setembro. Na terça-feira, dia 16, a categoria irá realizar uma nova assembléia para decidir os rumos da greve. Segundo a assessoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE), cerca de um milhão de alunos estão sem aula em todo o Estado.

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