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    Quarta-feira, 24 de setembro de 2008 atualizada dia 25 de setembro às 11h54

    Professores da rede estadual negociam com presidente da Assembléia Legislativa em BH. Em JF, decisão é por manter a greve



    Priscila Magalhães
    Repórter

    A comissão de negociação do movimento de greve dos professores da rede estadual de ensino se reuniu na manhã desta quarta-feira, 24 de setembro, com dois deputados e com o presidente da Assembléia Legislativa, Alberto Pinto Coelho, em Belo Horizonte.

    Segundo a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte), Lúcia Mellino, Coelho prometeu conversar com a secretária de Estado da Educação, Vanessa Guimarães Pinto. "Ele pediu um prazo de três dias para dar um retorno à comissão", diz ela. A reunião com os deputados surgiu de um encontro realizado nessa terça, 23, em Belo Horizonte, com o secretário de governo Danilo de Castro.

    Em Juiz de Fora, uma assembléia realizada na tarde desta quarta reuniu a categoria, que decidiu manter a greve, apesar de o governo já ter aceito algumas reivindicações. Uma delas é o pagamento integral do rateio de férias para os designados. "Se o designado perdesse um mês de sua designação, ele não recebia suas férias nem de forma proporcional. Já conseguimos que eles recebam", explica a diretora.

    A categoria ainda quer que o piso salarial de R$ 950, previsto na Lei 11.738/08 sancionada pelo presidente Lula, seja implantado imediatamente para professores do ensino básico de todo país. Atualmente, o piso é de R$ 336. Os professores também reivindicam a revisão do plano de carreira, melhoras na assistência médica e nas condições de trabalho.

    Entretanto, há um impasse entre professores e Governo. Segundo Lúcia, o Executivo estadual alega que o piso já é pago as professores. "Alguns recebem quase isso, mas não é o piso e sim o salário acrescido de outros pagamentos". Ela ainda diz que os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro se negam a cumprir a Lei a partir do ano que vem. "Eles estão entrando com ação de inconstitucionalidade, alegando não ter dinheiro para pagar o novo piso", explica.

    Em protesto, um grupo de cem profissionais está acampado no pátio da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Cinco representantes da cidade estão lá. Nesta sexta, 26, mais professores de Juiz de Fora vão à capital para uma assembléia estadual. A reunião acontece às 15h no pátio da ALMG.

    Na cidade, 20% dos professores aderiram à greve. Em todo o Estado, o índice é de 30%. Segundo Lúcia, o número é baixo por causa da pressão do Governo. "Eles estão ameaçando cortar o salário".

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