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    Sexta-feira, 2 de janeiro de 2009, atualizada às 16h

    Reforma ortográfica entra em vigor no Brasil no dia 1º de janeiro de 2009. Doutor em Linguística aponta alguns problemas



    Priscila Magalhães
    Repórter
    Madalena Fernandes
    Revisão

    As novas normas ortográficas entraram em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro. A intenção é unificar a grafia das palavras nos países que têm a língua portuguesa como oficial: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Os brasileiros terão quatro anos para se adaptarem às novas formas de escrita de algumas palavras.

    Segundo o doutor em Linguística, Mário Zagari, as mudanças vão afetar entre 6% e 8% das palavras, no Brasil. O percentual pode parecer pequeno, mas, segundo ele, vai atingir palavras usadas cotidianamente pelas pessoas. Uma delas é a inclusão oficial das letras k, w e y no alfabeto, que agora passa a ter 26 letras.

    Entre as principais alterações também estão o fim do hífen e do acento em algumas palavras. O professor explica que desaparecem os acentos nos ditongos abertos, como em jibóia, heróico e idéia. Entretanto, o acento permanece se o ditongo é aberto na última sílaba, como réu e herói. "Isso é um problema, porque os brasileiros terão que memorizar mais regras", diz Mário.

    Outra questão apontada pelo professor diz respeito às tradicionais obras da literatura brasileira. "Os estudantes que forem fazer vestibular em 2012 ou 2013, e precisarem ler as obras, não poderão pegar emprestados os livros mais antigos, porque eles estarão com a grafia errada."

    Mário também critica o fato de as mudanças ainda não terem entrado em vigor em outros países que assinaram o acordo, como Portugal. "É uma mudança para igualar a ortografia e nenhum jornal desse país se adequou."

    Veja algumas mudanças

    Não se usa mais o trema (¨) nas sílabas gue, gui, que, qui. A palavra agüentar passa a ser grafada aguentar; cinqüenta passa a ser cinquenta, qüinqüênio passa a ser escrita quinquênio e tranqüilo vira tranquilo, entre outras.

    As palavras jóia, platéia e estréia perdem o acento e passam a ser grafadas como joia, plateia e estreia. Da mesma forma, dêem, lêem e enjôo também passam a ser escritas sem o acento: deem, leem e enjoo.

    O verbo parar (no presente) e a preposição para não serão mais diferenciados pelo acento. Agora, não existe mais a forma O trânsito pára, e sim O trânsito para.

    Não se usa mais o hífen quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começar com as letras "r" ou "s". Então, a mini-saia, vira minissaia.

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