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    Sexta-feira-feira, 3 de abril, atualizada às 18h40

    Desempenho de estudantes da rede estadual melhora, mas ainda é preocupante, principalmente no ensino médio


    Guilherme Arêas
    Repórter

    Os dados do Programa de Avaliação da Educação Básica (Proeb 2008), divulgados nesta quinta-feira, 2 de abril, pelo Governo de Minas, revelam que, em Juiz de Fora, os alunos do ensino médio da rede estadual ainda se encontram em situação crítica quanto ao desempenho escolar. Apesar do aumento no percentual de estudantes com desempenho recomendado - salto de 4,1% para 5,3% - mais da metade dos jovens do 3º ano do ensino médio ainda apresentam baixo desempenho, 56%.

    A pesquisa, que avalia alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio nas disciplinas português e matemática, revela resultados mais animadores para o grupo de alunos juizforanos do ensino fundamental. Cerca de 40% dos estudantes do 5º ano apresentaram o desempenho recomendado pela Secretaria Estadual de Educação. Já entre os alunos do 9º ano, a maioria dos estudantes tiveram desempenho intermediário, 53%.

    Quando comparado com outras cidades do Estado, a Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora, que engloba 29 cidades da região, ocupa a 21ª colocação na classificação de desempenho entre as 46 superintendências avaliadas. O município apresenta resultado acima da média estadual em praticamente todas as séries e disciplinas avaliadas.

    A avaliação do programa, realizada anualmente em outubro, é censitária e monitora o desempenho dos alunos das escolas estaduais e algumas municipais de Minas. Em Juiz de Fora, a Prefeitura ainda estuda a adesão das escolas municipais ao programa.

    Apesar de os resultados mostrarem uma melhora consistente nos últimos anos, todas as três séries estão longe do que seria aceitável. Para o coordenador de projetos do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed) da UFJF, professor Tufi Soares, uma série de fatores podem explicar o baixo desempenho dos alunos no Proeb. "Analisando de forma simplista, percebemos uma grande desmotivação dos alunos e uma baixa identificação deles com a escola e com a formação acadêmica. A escola não consegue motivar os alunos para que eles se dediquem aos estudos da forma como deveriam", avalia.

    O coordenador ainda destaca a carência de professores, principalmente para as disciplinas de matemática, física e química. Para ele, os profissionais não estão preparados para lidar com alunos que vivem mergulhados em uma série de complicadores sociais, além de problemas naturais da idade.

    "Especificamente em relação ao ensino médio, acredito que haja um excesso de disciplinas e conteúdos. Os professores não conseguem transmitir todo o conteúdo e os alunos acabam não aprendendo as habilidades mais básicas."

    Com a melhora gradual do desempenho, os educadores acreditam que o avanço dos alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental possa refletir em melhora nos índices futuros na avaliação do ensino médio. "A expectativa é de que esses alunos cheguem mais bem preparados ao ensino médio", conclui.

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