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    Terça-feira, 1º de setembro de 2009, atualizada às 17h26

    Vereadores mirins discutem papel político dos grêmios estudantis em primeira audiência pública do grupo

    Clecius Campos
    Repórter

    A primeira audiência pública liderada pela Câmara Mirim de Juiz de Fora, realizada na tarde desta terça-feira, 1º de setembro, discutiu o papel político dos grêmios estudantis e a participação dos jovens na resolução de problemas do ambiente escolar.

    No início da sessão, o sociólogo do Centro de Atenção ao Cidadão da Câmara Municipal, Sérgio Dutra, fez uma explanação sobre o objetivo da audiência, a organização estudantil e a importância dos grêmios. "As escolas são instâncias de socialização e as agremiações, instâncias de exercício da cidadania, sendo importantes espaços de aprendizagem para os alunos."

    Como ocorre nas audiências organizadas pelos adultos, os pequenos legisladores abriram a palavra para os convidados do dia. Também mirins, fizeram suas considerações o presidente do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Deputado Oliveira Souza, da cidade de Bicas, Gabriel de Oliveira, e a tesoureira da mesma agremiação, Flávia Camilo, que fez um resgate das conquistas e da história da instituição. "Nosso grêmio faz um bom trabalho na escola. Tanto que fomos convidados a participar da Conferência Estadual de Grêmios Estudantis, a ser realizada em Belo Horizonte, entre os dias 6 e 8 de outubro."

    Os depoimentos empolgaram os meninos e meninas que fizeram uso da palavra e ainda deram contribuições. A vereadora mirim Diana Rodrigues Dornelas da Costa acredita que os professores devem abrir mais espaço nas escolas para a discussão sobre política. "É uma forma de incentivar a formação política dos cidadãos, aumentando a fiscalização dos atos dos políticos." Para ela, é preciso também que a política seja encarada como algo positivo.

    Já a pequena legisladora Débora da Costa Pereira Gonçalves pensa que a atuação nos grêmios é uma maneira que os estudantes têm de estar em contato com os problemas da escola. "Só quando estamos por dentro é que podemos reclamar do que está errado e tomar atitudes." O membro do grupo Matheus Marques de Paula acredita que a atuação política é também arma contra a presença de adolescentes no mundo das drogas.

    A vereadora mirim Amanda Cristina da Silva propôs a criação de um encontro de grêmios estudantis da cidade a fim de compartilhar ideias dos vários grupos. "Isso pode incentivar a criação de agremiações em outras escolas." Já o pequeno presidente, Antônio Henrique Gomes de Almeida, que tem experiência sobre o assunto, deu sua opinião. "Quem já participou de grêmio sabe a dificuldade que é. Porém, é muito importante que as escolas tenham representantes dos alunos para questões complicadas. Isso facilita o diálogo com a direção."

    A presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereadora Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico - PDT), contou a experiência que viveu durante a instalação do grêmio recreativo da instituição em que foi diretora durante 13 anos. "Tínhamos sérios problemas disciplinares que foram resolvidos em trabalho conjunto com os alunos, e o grêmio foi importante elo entre professores, estudantes e funcionários para solucioná-los."

    Para o presidente da Casa, Bruno Siqueira (PMDB), a audiência promovida pelos pequenos foi relevante para aumentar a divulgação do papel dos grêmios. "Assim eles podem incentivar a criação dessas instituições dentro das escolas, sendo agentes políticos desde a juventude."

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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