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    Terça-feira, 13 de abril de 2010, atualizada às 19h20

    Cerca de 60% dos professores estaduais de Juiz de Fora estão em greve

    Aline Furtado
    Repórter

    Em assembleia realizada nesta terça-feira, 13 de abril, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE) informou que quase 60% dos professores da rede estadual de ensino aderiram à greve em Juiz de Fora. Em todo o Estado, a adesão é de 40% a 50%.

    De acordo com a coordenadora geral do Sind-UTE, Victória de Fátima Melo, desde a última assembleia, realizada na quinta-feira, dia 8, o comando de greve vem visitando as escolas, a fim de mobilizar mais trabalhadores com relação à manifestação. Além disso, um representante do sindicato local foi enviado a Belo Horizonte para integrar o comando de greve estadual.

    "O efeito tem sido muito bom nas escolas visitadas. Verificamos que a adesão vem se ampliando. Há, inclusive, algumas escolas totalmente paradas. Isso é positivo porque reflete diretamente na capital e em outras cidades da região", destaca o integrante do comando de greve local, André Nogueira. Segundo ele, há trabalhadores em greve em Rio Novo, Goianá, Coronel Pacheco, Maripá de Minas e Guarará.

    Para a próxima quarta-feira, dia 14, a categoria agendou um pedágio, que deverá ocorrer na avenida Rio Branco. "Pretendemos conscientizar as pessoas por meio da distribuição de material, além de denunciar o descaso do governo com relação a nós, professores", explica a coordenadora. Na quinta-feira, dia 15, será realizada, às 17h, nova assembleia da categoria, seguida de manifestação pelas ruas centrais.

    Os professores da rede estadual de ensino reivindicam o cumprimento do piso salarial de R$ 1.312, o pagamento integral de todas as vantagens aos trabalhadores que se encontram em licença médica, concessão de vale-transporte e de vale-alimentação. O pagamento de insalubridade e o fornecimento de uniformes e de equipamentos para os auxiliares de educação básica também integram a lista de solicitações. A classe pede ainda a recomposição dos valores do salário-família, pagamento de rateio aos designados proporcionalmente aos meses trabalhados.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) afirma que a Advocacia Geral da União (AGU) definiu o Piso Salarial Profissional para os profissionais do magistério público da educação básica no valor de R$ 1.024,67, com validade a partir de janeiro deste ano. Este valor refere-se à jornada de 40 horas semanais de trabalho. Além disso, foram incluídas, segundo a SEE, gratificações e vantagens. Segundo a nota, na rede estadual de Minas Gerais, a jornada de trabalho é de 24 horas semanais e o valor proporcional correspondente ao piso é de R$ 614,80.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes


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