Quinta-feira, 1 de julho de 2010, atualizada às 19h59

Índices apontam melhoria na qualidade do ensino

Carolina Gomes
Repórter

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira, 1 de julho, que o Índice  de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apresentou crescimento em todas as etapas no ano de 2009.

De acordo com a nota divulgada pelo MEC, nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu para 4,6 em 2009. A nota proposta para o período era 4,2, índice já registrado na aferição de 2007. Nos anos finais, o indicador foi para 4 pontos, superando a meta de 3,7 para o ano. O mesmo ocorreu no ensino médio, que obteve índice de 3,6. O objetivo era registrar pelo menos 3,5 nesta etapa de ensino no período.

O destaque maior foi para o ensino fundamental, que superou as metas para este ano, alcançando as estipuladas para 2011. O índice utiliza escala de zero a dez pontos e é medido a cada dois anos. O objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, chegue à nota seis em 2021, valor equivalente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE), sub-sede de Juiz de Fora, Victória de Mello, afirma que já há algum tempo existe uma preocupação geral para que a qualidade do ensino melhore. "Houve um somatório de fatos para se chegar a este resultado, já que a educação é baseada em um tripé: investimento do governo, valorização dos profissionais da área e participação da sociedade."

Victória ressalta ainda a importância do aumento dos livros didáticos, para que os alunos possam ter acesso às informações e à distribuição de merenda escolar para os alunos do ensino médio. Além disso, a professora aponta a participação da família na vida escolar do aluno como um dos principais fatores que interferiram nos dados crescentes. Contudo, ela afirma que ainda há muito o que fazer. "Deve-se trabalhar a valorização do professor, melhorar a qualidade dos laboratórios nas escolas, dentre outras medidas", afirma.


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