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    Adolescentes precisam de formação voltada às habilidades sociais para garantir inclusão no mercado de trabalhoDificuldades relacionadas ao aspecto social são percebidas quando jovem se depara com sua primeira experiência de trabalho

    Aline Furtado
    Repórter
    12/11/2010

    "O mercado espera que os adolescentes cheguem aos postos de trabalho com qualificação técnica e com as habilidades sociais bem trabalhadas, mas, na prática, isso não ocorre." A frase é do professor e psicólogo Leonardo Barreto Vargas, que destaca ser preciso mudar a realidade, visto que o foco técnico é abordado em qualquer escola. Ele acrescenta que o mercado de trabalho busca qualificação, mas não deixa claro o que, para ele, é qualificação. 

    De acordo com Vargas, uma das principais dificuldades dos adolescentes e jovens, durante a busca pelo primeiro emprego, diz respeito a questões como convívio social, limites, adaptação ao cumprimento de horários, empatia, equilíbrio emocional, entres outras. Isso faz, segundo o educador, com que, na maioria das vezes, o adolescente não seja absorvido pelas empresas, por dificuldades relacionadas à adaptação. "O trabalho de valorização social precisa ser iniciado na base."

    Além da formação escolar, que pode contribuir para a mudança do quadro, o especialista afirma que o papel da família é fundamental. "Quando a família é desestruturada, o adolescente lida, ainda muito jovem, com problemas comuns ao mundo dos adultos. Isso faz com que criem barreiras que poderão acompanhá-los por muito tempo. No lugar disso, é preciso dar força à criatividade."

    Inclusão produtiva

    Em Juiz de Fora, 2.009 adolescentes e jovens participam de programas inclusivos, executados pela Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC) e geridos pela Secretaria de Saúde (SS). Desse total, 1.709 foram encaminhados e atendidos por meio de cursos de inclusão produtiva, como Casa da Menina Artesã, Casa do Pequeno Jardineiro, Agentes do Amanhã e Programa Municipal de Atendimento a Adolescentes (Promad).

    O restante, 300 adolescentes, participam de atividades socioeducativas, como a Casa do Pequeno Artista e o projeto AABB Comunidade. Os jovens são selecionados para integrar os projetos, tendo como base a vulnerabilidade social.

    "Não basta distribuir as vagas nos programas, é preciso trabalhar junto aos educadores, de forma a aprimorar o foco de formação dos adolescentes. Muitas vezes, nos deparamos com meninos e meninas sem autocontrole e que não sabem sequer lidar com suas emoções. Como eles terão preparo para o mercado de trabalho?", avalia a pedagoga da AMAC, Denise Pinheiro.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

     

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