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    Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018, atualizada às 15h

    Estácio anuncia mais demissões de professores em Juiz de Fora

    Jorge Júnior
    Editor

    A Universidade Estácio de Sá anunciou mais demissões de professores nos últimos dias. O cenário é o mesmo de dezembro de 2017, quando 1.200 docentes foram desligados da instituição.

    Em Juiz de Fora, foram 60 demissões no ano anterior e cerca de 30, em 2018, conforme a coordenadora geral do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro/JF), Aparecida de Oliveira Pinto. “Ainda não temos o número exato, mas estamos acompanhando o caso, que por sinal, nos preocupa muito. Outras instituições estão passando pelo mesmo processo, porém, o da Estácio nos coloca em uma situação de alerta, uma vez que esses cortes em massa vem acontecendo desde o fim do ano passado”, diz.

    Segundo Aparecida, as demissões são fruto da reforma trabalhista, aprovada em 2017, visando a diminuição do custo hora/trabalho do professor. “Esses desligamentos acontecem para que a faculdade possa recontratar com base na nova modalidade – de trabalho intermitente (por jornada ou hora de serviço) e a do teletrabalho, chamado home office (trabalho à distância).”

    Além disso, Aparecida destaca que a atitude da Estácio visa apenas lucros, com contratações e remunerações inferiores, por meio de contratos precários. “Os alunos também ficam prejudicados. Sabemos que não há diminuição de acadêmicos e o repasse do reajuste nas mensalidades continuam da mesma forma. O que existe é o desejo de lucrar cada vez mais”, afirma.

    Com isso, a coordenadora ressalta que o Sinpro vai tomar as medidas cabíveis. “É importante que a homologação seja feita no sindicato”, alerta.

    Crise nacional

    Na última semana, em assembleia no Sinpro do Rio de Janeiro, a categoria rejeitou a proposta da instituição para suspender o pagamento de um adicional de 25% para aulas realizadas no período noturno com mais de 50 minutos de duração, entre outros benefícios. Entretanto, após a reunião e o anúncio das demissões, o sindicato ganhou na Justiça o direito de acompanhar, dentro da Estácio, a homologação dos professores demitidos.

    Alunos insatisfeitos

    Segundo a estudante do 5º período de Direito da Estácio, Diná Faria, seis professores do curso foram demitidos. “Os professores que saíram ficam prejudicados e os que permanecem, também. É um sentimento de insegurança, pois a cada final de ano um grupo de profissionais é demitido. Com isso, os que permanecem acabam arrumando outros empregos e dividindo o seu tempo de dedicação. O que a Estácio está fazendo é a precarização dos profissionais da educação.”

    Diná acrescenta que os alunos também estão insatisfeitos ao perderem professores com conhecimento e vivência na prática. “Até os novos profissionais entrarem no ritmo da instituição, o período já está acabando, causando um déficit pedagógico. Na minha turma, vários colegas já falaram que vão mudar de faculdade, como aconteceu no ano passado. Alguns já estão negociando descontos e levantando a documentação para transferência.”

    De acordo com a acadêmica, “os professores garantiram que existe um processo seletivo aberto, com candidatos capacitados, mas o clima de insegurança vai permanecer.”

    A mesma situação é vivenciada pela estudante do 4º período de Direito, Vivianne Cobuci. “Fiquei sabendo das demissões pelas redes sociais. Me sinto prejudicada, pois estou perdendo professores excelentes e que já tinham vínculo com os alunos. Acredito que a faculdade perdeu bons profissionais e espero que contratem à altura dos que foram mandados embora.”

    Aluno do curso de Odontologia, Wanderson Beligoli diz que a notícia foi repassada pela representante de turma. “Estávamos em aula, quando fomos informados que quatro professores haviam sido demitidos. Eles eram excelentes, estamos todos muito tristes com essa situação.”

    Reformulação

    Em nota, a Estácio destacou que os desligamentos realizados fazem parte de um processo natural de uma instituição de ensino, que periodicamente precisa rever a sua base de docentes, adequando-a às necessidades do mercado, demandas de cursos e às particularidades das praças em que atua. "A Estácio é um dos maiores grupos de ensino do país, que continuamente realiza ajustes na sua operação como um todo, buscando um crescimento sustentável para ofertar ensino de qualidade em larga escala. Reforçamos que nosso principal compromisso é com a qualidade acadêmica, para que possamos cumprir a nossa missão de Educar para Transformar".

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