Estudantes se preparam para vestibulares de meio de ano Alguns fogem da concorrência das federais, outros
querem ganhar ainda mais experiência

Guilherme Oliveira
Colaboração
26/06/2007

Candidato ao curso de Medicina, Eder Grossi (foto ao lado), de 19 anos, é um dos muitos vestibulandos que vão tentar provas de meio de ano. Concorrência, cotas ou mesmo adquirir experiência são alguns dos motivos adotados por esses alunos, que, mesmo sem terem visto todo o cronograma dos Cursos pré vestibulares, tentam ingressar de uma vez no curso pretendido, seja em faculdades particulares ou em federais, como Viçosa e Ouro Preto, que realizam prova nessa época do ano.

"Vou tentar particular, porque a concorrência na Federal está muito acentuada. Não concordo com as cotas e o que me resta é tentar particular. Medicina é um curso que demora seis anos, ainda tem a residência e até entrar no mercado é muito tempo", diz Eder, preocupado.

Geralmente, os cursos pré-vestibulares adotam o cronograma baseado nos vestibulares de final de ano e os alunos que vão tentar as provas, agora, só viram parte da matéria. O coordenador e professor de um curso pré-vestibular da cidade, Marcelo Bonoto, minimiza essa questão, segundo ele, até o meio do ano os vestibulandos já estudaram grande parte do programa.

"Esses alunos já fizeram o nível médio, eles têm a noção do que cai no vestibular, por isso não é um problema tão grande. Até o meio do ano, 80% da matéria já foi dada. Eles devem pegar esses 20% e estudar paralelamente ao que vem estudando", dá a dica.

Um vestibular para adquirir experiência

Jéssica, Se para alguns, o caminho das faculdades particulares tem sido o caminho mais curto e fácil para ingressarem no curso pretendido, para outros a prova do meio de ano serve apenas como uma preparação.

A aluna Jéssica Carlis, 17 anos, vai enfrentar pela primeira vez uma prova de vestibular. Também candidata ao curso de Medicina, ela vai tentar a prova da Universidade Federal de Ouro Preto, que tem uma concorrência acirrada, 211 candidatos/vaga.

"Vou fazer para adquirir uma experiência maior para a prova da UFJF no final do ano. Estou estudando por fora para conseguir a matéria toda. Se eu não passar não vai ter decepção", conta empolgada.

Literatura, a maior dificuldade

De todas as matéias, literatura é a que mais preocupa alunos e professores. Isso porque cada faculdade particular ou federal adota livros diferentes para as provas. "A própria Universidade de Viçosa trabalha com obras diferentes nos seus dois vestibulares", diz Marcelo. Segundo a professora de Literatura, Maria Lana um aluno chega a ler 20 livros durante o ano e para quem vai tentar particular, ela dá uma dica. "Essas escolas trabalham mais com estilos de época, então é mais fácil. Estudar romantismo, modernismo além de ter uma boa redação são fundamentais.


*Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da UFJF


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