SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Copa do Mundo do Qatar registrou, em seu segundo dia, a partida de maior duração das Copas do Mundo, realizadas desde 1930, quando o Uruguai sediou e ganhou o Mundial --a conta não inclui partidas com prorrogação.

Em Inglaterra 6 x 2 Irã, na segunda-feira (21), no estádio Khalifa, o árbitro brasileiro Raphael Claus, que fazia sua estreia em um Mundial, deu 27 minutos de acréscimos, 14 no primeiro tempo e 13 no segundo.

A extensão do jogo em Al Rayyan se deveu, além das substituições (cinco da Inglaterra e seis do Irã), a longas paralisações por lesões e a uma recomendação da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

No primeiro tempo, em lance na área do país asiático, o goleiro Beiranvand se chocou violentamente com o companheiro Hosseini e desabou. Desorientado e com um sangramento no nariz, o camisa 1 precisou de atendimento em campo que durou oito minutos.

A partida foi reiniciada, mas precisou ser novamente interrompida para a entrada do goleiro reserva do Irã, Hosseini, já que Beiranvand não apresentou condição para prosseguir.

Como o diagnóstico inicial era de suspeita de concussão (depois confirmado), o Irã, seguindo regra em vigor quando há esse tipo de trauma na cabeça, não teve essa substituição contabilizada em seu total de cinco.

No segundo tempo, depois do quarto gol da Inglaterra, quem necessitou de cuidados médicos por alguns minutos foi o zagueiro Maguire. Também com suspeita de concussão, o camisa 6 saiu, dando lugar a Dier.

Outro fator que contribuiu para o confronto durar quase duas horas foi uma orientação da Fifa. A entidade que comanda o futebol pediu aos árbitros que acrescessem ao tempo da partida o que foi gasto nas comemorações dos gols.

"As celebrações podem durar um minuto, um minuto e meio", disse Pierluigi Collina, presidente do comitê de arbitragem da Fifa, em entrevista no Qatar antes do começo da Copa. "É fácil perder três, quatro ou cinco minutos, e isso tem de ser compensado no final."

A Fifa almeja ter mais tempo de bola rolando nas partidas, e, como ingleses e iranianos protagonizaram uma avalanche de gols, Claus teve de acrescer minutos para compensar os festejos dos atletas.

Com a fartura de acréscimos, três seleções se aproveitaram, nos cinco primeiros jogos da Copa qatariana, para marcar no tempo estendido.

A Inglaterra fez gol ao 46 minutos do primeiro tempo (Sterling), o Irã balançou a rede aos 58 do segundo tempo (Taremi, de pênalti), e o holandês Klaassen celebrou aos 54 do segundo tempo da vitória por 2 a 0 diante do Senegal.