SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dois dias depois de sua estreia na Copa --empate em 1 a 1 contra os Estados Unidos--, o País de Gales encontrou uma forma de se manifestar contra o Qatar e sua política de intolerância à população LGBTQIA+.

Na manhã desta quarta (23), a delegação da seleção fincou no centro de treinamento Al Sadd SC uma bandeira com o arco-íris e a imagem do escudo de Gales no centro.

A manifestação ocorre após a Fifa ameaçar sete federações europeias com sanções caso seus capitães usassem a braçadeira com o arco-íris e a inscrição "One Love" --além do galês Gareth Bale, Inglaterra, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Bélgica e Suíça teriam seus capitães com a braçadeira de apoio a causa LGBTQIA+.

Ainda no duelo contra os Estados Unidos, torcedores galeses tiveram problemas na porta do estádio por usarem chapéus com as cores do arco-íris.

Seguranças do estádio solicitaram que os torcedores tirassem os chapéus. "Os seguranças me disseram que o arco-íris é um símbolo banido dos estádios. Eu insisti e disse que no meu país nós somos apaixonados pela igualdade entre as pessoas. Ouvi que se não tirasse meu chapéu, não poderia entrar no estádio", disse Laura McAllister, ex-jogadora e capitã da seleção feminina do País de Gales, para a emissora britânica ITV.

Nesta quarta (23), a seleção alemã também protestou contra o veto da braçadeira. Os 11 jogadores titulares posaram para a foto oficial com a mão sobre a boca, em sinal de censura.