SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma das imagens mais fortes da Copa do Qatar na primeira rodada da frase de grupos é a do goleiro do Irã, Alireza Beiranvand, sangrando pelo nariz depois de uma colisão na área com o colega de time Seued Hosseini.

Aconteceu na partida de estreia da seleção asiática, na segunda-feira (21), contra a Inglaterra.

Depois do atendimento em campo, que durou cerca de oito minutos, Beiranvand tentou continuar, porém não conseguiu.

A conclusão dos médicos (confirmada depois após exames) era a de que o goleiro sofrera uma concussão -disfunção temporária no cérebro, com efeitos como dor de cabeça, perda de memória, tontura, falta de coordenação e confusão mental, entre outros.

O camisa 1 teve se ser substituído, só que, por ele ter se enquadrado em protocolo da Fifa, o Irã não "queimou" uma de suas trocas na partida -pôde fazer essa e outras cinco.

A Fifa diz: "Se houver sinais ou sintomas de lesão cerebral ou suspeita de lesão concussiva, apesar da ausência de sinais ou sintomas, o médico/terapeuta deve retirar o jogador do campo para um exame mais detalhado (recorrendo a uma substituição por concussão, se for necessário)".

A substituição por concussão é uma das novidades implementadas neste Mundial, relacionadas ao jogo e a suas regras.

Outra é justamente a quantidade permitida de substituições. Eram três, passaram a ser cinco.

Essa ampliação foi implementada no futebol em vários países em decorrência da pandemia de Covid, como forma de preservar o bem-estar físico dos jogadores. O coronavírus perdeu força, porém a medida pegou e permaneceu, chegando à Copa.

Outra mudança deu-se no número de convocados para o Mundial, 26 (antes eram 23), o que dá aos treinadores opções para o caso de contusões durante a competição, além de mais alternativas táticas.

No campo da tecnologia, a novidade fica por conta do impedimento semiautomático.

Com 12 câmeras no alto do estádio para rastrear a bola e até 29 pontos de dados de cada jogador, a dúvida em lance de impedimento pode ser tirada em bem menos tempo.

Na teoria, o VAR (árbitro assistente de vídeo) levaria 20 segundos, e não mais de um minuto, para informar ao árbitro de campo se o atleta estava ou não em condição legal de jogo.

Ainda em relação à arbitragem, esta é a primeira Copa com mulheres na arbitragem, seis ao todo (três árbitras e três assistentes de linha).

A mais conhecida é a francesa Stéphanie Frappart, que atuou como quarto árbitro em México x Polônia e em Portugal x Gana. A bandeirinha Neuza Back é a representante brasileira.

Por fim, há uma medida que afeta os goleiros na cobrança de pênaltis.

O guarda-metas, na hora em que o batedor chuta a bola, antes precisava estar com pelo menos um dos pés sobre a linha do gol. Agora, um dos pés pode estar "em parte" sobre a linha ou mesmo atrás dela.