DOHA, QATAR (UOL/FOLHAPRESS) - Uma mudança no posicionamento de Lucas Paquetá foi o ponto-chave da vitória da seleção brasileira contra a Sérvia, nesta quinta-feira (24), pela abertura do Grupo G da Copa do Mundo do Qatar. Os gols dos 2 a 0 no estádio de Lusail foram marcados no segundo tempo com o time escalado da mesma forma que no primeiro.

Paquetá foi escalado originalmente como segundo volante, alinhado com Casemiro e atrás de Neymar. Na formação ofensiva do Brasil, o camisa 10 tinha Raphinha pela direita, Vini Jr pela esquerda e Richarlison como suporte no comando do ataque. A seleção dominou a Sérvia, mas não marcou. Ainda no primeiro tempo, Tite orientou que Paquetá desse um passo à frente para ser um meia mais adiantado do que na formação original. E aí o volume de jogo melhorou de vez.

"No contexto geral a vitória foi convincente, mas há vários jogos dentro do próprio jogo. No começo nosso domínio estava acelerado, não era nosso padrão normal. No segundo tempo, com o reposicionamento fundamentalmente de Paquetá, as jogadas começaram a fluir mais naturalmente. Um pouco antes do gol já tinha dado o tubo do Alex Sandro no pau e outras oportunidades, consequência de um volume muito grande", disse o treinador, que ainda completou:

"No segundo tempo acalmou, teve mais pé de pelica e precisão de passe, porque o primeiro toque na bola é fundamental para dar fluidez. Com esse volume muito grande, precisão, potencializou até o Casemiro o reposicionamento do Paquetá e a equipe cresceu."

Segundo explicou Tite, a formação com o reposicionamento de Paquetá passou a ser o 2-3-5.