MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Uma das tatuagens que o brasileiro Daniel Alves tem no abdômen se tornou um ponto crucial para que o jogador admitisse que teve relações sexuais com a jovem de 23 anos que o acusa de estupro no banheiro de uma boate de Barcelona no dia 31 de dezembro. Ele nega a agressão e diz que a relação foi consensual.

Segundo publicou nesta segunda (23) o jornal espanhol El Mundo, a vítima disse à juíza na sexta-feira que, no momento em foi forçada a fazer sexo oral, viu uma tatuagem em forma de meia-lua na região entre o abdômen e os genitais. Ela disse que a tatuagem ficou bem visível durante o tempo em que se negava a praticar o ato.

Alves deu seu depoimento na sexta após as declarações da mulher. Até então, segundo o jornal, ele sustentava que não tinha tido relações sexuais. Estaria no banheiro, sentado no vaso sanitário, quando ela entrou e se lançou sobre ele.

A juíza, então, questionou como seria possível ver aquela tatuagem se ele estava sentado. A pergunta fez com que Alves mudasse de versão e admitisse que se levantou quando ela entrou. Minutos depois, ele admitiu que fez sexo com ela.

Essas mudanças de versão foram um dos argumentos pelos quais a juíza Maria Concepción Canton Martín determinasse a prisão preventiva e sem fiança. Desde então, Alves está no complexo penitenciário de Brians, que fica na periferia a noroeste de Barcelona.

O brasileiro passou três noites no módulo reservado aos detentos em processo de entrada e, na manhã desta segunda, foi transferido para outro módulo.

Segundo a equipe do jogador, a defesa preparou um recurso para que Alves possa aguardar o fim das investigações em liberdade.*