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    Em três dias, álbum da Copa do Mundo vira febre em Juiz de Fora

    Torcedores já colecionam cromos e organizam trocas nas principais praças da cidade

    Lucas Soares
    Repórter
    9/04/2014

    Que o futebol é uma das principais paixões nacionais isso não há dúvida. Em época de Copa do Mundo, então, essa paixão toma conta do brasileiro: ruas e casas decoradas, vestuário verde e amarelo e suvenires típicos da época, como a vuvuzela em 2010, games para variados consoles e, claro, o álbum de figurinhas. Lançado no último domingo, 6 de abril, faltando 66 dias para a abertura do torneio, a coleção já é sucesso em Juiz de Fora.

    De acordo com o jornaleiro Welisson Magalhães, nas bancas o movimento aumentou consideravelmente, principalmente naquelas localizadas em praças próximas às escolas. "Somente ontem (8 de abril), vendi mais de cinco mil pacotinhos. A procura tem sido bem mais intensa do que na Copa passada, acho que porque essa será realizada no Brasil", opina. Cada pacotinho custa R$ 1 e vem com cinco cromos.

    O estudante de administração e ciências contábeis, Bruno Rotondo, é dos apaixonados pelos cromos. "Sempre gostei de coleções, fiz e completei o da Copa passada. Está guardado", conta. Já o publicitário Pedro Mota é colecionador de figurinhas desde a Copa de 1994, nos Estados Unidos. Ele garante guardar todos os álbuns e explica porque faz o hobby. "Os álbuns contam um pouco da história do futebol. Como me interesso pelo assunto, acho interessante tê-los para recordar", explica.

    A paixão por coleções também colocou o jornalista Marco Victor Barbosa na rota do álbum da Copa. "Sempre gostei de futebol. Tenho minhas épocas de torcedor, outras que fico simplesmente quieto. Coincidentemente em 2010 eu estava bem tranquilo, mas a Copa do Mundo parece ter um encanto maior. Gostava das seleções, acreditava em uma Copa competitiva e viciei nisso. Eu tenho um espírito de colecionador, então você fica naquela função de completar algo", revela.

    De acordo com Mota, os gastos tendem a ser os menores possíveis. "Não faço ideia quanto gasto, mas tento economizar trocando o máximo possível", afirma. A opinião é partilhada por Rotondo. "Pretendo gastar o dinheiro necessário pra comprar o álbum sem ter figurinhas repetidas sobrando, como fiz em 2010", diz. Já o jornalista afirma não ter uma meta, mas diz que vai buscar atingir o objetivo. "Se comprei, eu quero completar. Claro, não vou ficar louco, gastando mundos de dinheiro para isso. Contudo, tenho vontade de completar se for possível", pontua.

    Trocas e "bafinho"

    Duas das tradições mais famosas envolvendo os cromos no Brasil são as trocas das figurinhas repetidas e o "bafinho", brincadeira em que dois participantes apostam figurinhas e quem virar a carta com a mão, vence. No entanto, as trocas tem sido a principal escolha da dupla. "Hoje em dia eu acho mais importante trocar figurinhas porque tô velho já. Na época do colégio, eu sempre batia bafinho", afirma Rotondo. Para Mota, as coleções unem as pessoas. "Os álbuns das Copas tendem a reunir os interessados pelo assunto... Então a troca de figurinha vira uma tarefa bacana", diz o publicitário. Já Barbosa afirma que o importante mesmo é completar a coleção. "Trocar figurinha é legal, bater bafinho também. A ideia é apenas uma: completar o álbum", conclui.

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