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    Cerca de 15 mil pessoas acompanham a Tocha Olímpica em Juiz de Fora

    O comboio com as chamas chegou com 50 minutos de atraso no Parque da Lajinha. Devido manifestação no Centro, trajeto no Calçadão da rua Halfeld foi suspenso

    Angeliza Lopes
    Repórter
    15/05/2016
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    Às 18h13, deste domingo, 15 de maio, quase 50 minutos depois do previsto, o comboio com as chamas da Tocha Olímpica chegou em Juiz de Fora para o início do revezamento, a partir do Parque da Lajinha. O primeiro condutor da tocha, o professor de educação física da UFJF, Carlos Fernando Cunha, recepcionou a chegada do símbolo Olímpico junto com as três estudantes Ana Beatriz Marques, Verônica Duque, da Escola Estadual Duque de Caxias e Talita Florenzano, do IF Sudeste, ganhadoras do concurso de redação do MEC. O símbolo foi carregado por 64 condutores durante 10,8 quilômetros. A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) estima que cerca de 15 mil pessoas acompanharam a tocha até a cerimônia de encerramento no Terreirão do Samba.

    Observado por centenas de pessoas, a tocha chegou até o segundo condutor, ex-ginasta de trampolim, Thiago Romão, localizado cerca de 200 metros, na saída do Parque, onde foi selado o momento conhecido como "beijo das tochas", descendo a avenida Deusdedith Salgado, sentido Parque Halfeld. Em todo o trajeto a Settra fez a interdição dos trechos de passagem.

    Indicado pelo Ministério do Esporte, o professor Carlos Cunha diz que ficou surpreso pela indicação para iniciar o revezamento. "Fiquei surpreso, feliz e honrado. É uma responsabilidade grande carregar este símbolo, que significa paz, união, amizade. Que traz um dos valores fundamentais do esporte, que é a importância do jogo limpo da ética, e, neste momento político de tanta falta de ética é importante que o esporte venha e traga isso para nossa população", afirma. Do total de condutores, 16 aguardavam o comboio do revezamento no Parque da Lajinha.

    O ex-ginasta, sete vezes campeão mundial, diz que a emoção de carregar a tocha olímpica é única e difícil de mensurar. “É muita responsabilidade carregar algo que representa a energia de muita gente envolvida. Estou honrado em poder viver este momento. Já participei de várias competições, mas a ansiedade de participar de um evento como esse é muito grande!”, enfatiza Thiago Romão.

    O secretário Estadual do Esporte, Carlos Henrique Alves da Silva, também esteve na chegada do comboio. Ele afirma que acompanhou toda a passagem das chamas, desde a chegada em Minas Gerais pelo município de Araguari. “São 34 cidades ao todo e oito em que a tocha dorme, sendo Juiz de Fora a última do estado. O curioso é perceber a alegria do mineiro em receber este momento, que é único na história do nosso estado. Importante pensar que esta atração vocaciona o povo brasileiro para a prática do esporte em suas diversas modalidades. Temos que lembrar que serão três momentos, a passagem da tocha, as delegações olímpicas, que teremos no município, e as dez partidas de futebol no Mineirão, em BH”, destaca o secretário.

    Mudança de rota

    A sequência da passagem das chamas seguiu pela Curva do Lacet, praça Jarbas de Lery, Colégio Jesuítas, Parque Halfeld, Colégio Santa Catarina, Dnar Rocha, Museu Mariano Procópio e, por fim, o encerramento no Terreirão do Samba, quando foi acesa a Pira Olímpica por 30 minutos.

    Ao contrário do previsto, a Tocha Olímpica não desceu o Calçadão da rua Halfeld. A previsão era que os condutores seguissem até o Cine-Thatro Central e retornasse a Rio Branco, mas a organização seguiu a recomendação da Polícia Militar, que temeu pela segurança dos corredores. Minutos antes do revezamento, houve no local manifestações dos professores da rede municipal de Juiz de Fora por melhores salários, além de grupos ativistas que pediam a saída do presidente interino Michel Temer.

    Encerramento

    O ex-atleta da Seleção Brasileiro de Vôlei, André Nascimento, foi o último condutor da Tocha Olímpica e a acendeu a Pira Olímpica, simbolizando o encerramento do revezamento no município. Junto de sua família, Nascimento diz que teve um momento de muita emoção, mesmo carregando o símbolo olímpico pela segunda vez. "Estou muito honrado e orgulhoso de ter sido convidado pela cidade de Juiz de Fora, onde começou minha carreira vitoriosa com a seleção. Estou bastante ansioso em carregar a tocha. É como se eu estivesse competindo em mais uma Olimpíada. Fico muito feliz por ter sido o último a carregar a tocha e acender a Pira. Dedico isso a todos os atletas e desejo boa sorte a todos, que tragam bastante medalhas para o Brasil", se emociona.

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