Matheus Brum Matheus Brum 6/07/2015

Os 7 a 1 de cada dia...

Nesta quarta-feira, dia oito de julho, se completa um ano da partida mais terrível da história do futebol brasileiro. Naquele fatídico dia, os 58.141 torcedores presentes no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, e os mais de duzentos milhões de brasileiros, viram um jogo que nunca será esquecido. Seja através das lágrimas da derrota ou dos sorrisos da vitória, Brasil 1 x 7 Alemanha nunca sairá da mente de nenhum brasileiro. Foi o fim de um caminho tortuoso, de uma estrada que se mostrava perigosa ao longo das outras cinco partidas da competição. Particularmente, por orgulho, não chorei. Porém, nunca esquecerei a sensação de incredulidade que vivi ao longo daqueles noventa minutos.

Depois dessa derrota, todos começamos a discutir o futebol brasileiro como um todo. Começamos a nos perguntar: "a goleada não seria a consequência de vários problemas presentes no nosso Futebol?" A resposta que chegamos: "Sim! Deixamos de lado várias características, que culminaram na derrota mais vergonhosa da nossa História".

E agora, quando fazemos um retrospecto desses 365 dias, vemos que nada mudou. Vemos dirigentes como Eurico Miranda tendo poder e falando um monte de asneira, se achando "a última bolacha do pacote"; vemos os dirigentes da CBF tentando esconder a derrota na Copa do Mundo para "baixo do tapete", sob a estapafúrdia desculpa de que tudo não passou de um "apagão";  vemos nossos treinadores cada vez mais perdidos e sem nenhuma inovação tática, perante nossos vizinhos sul-americanos; vemos a CBF cada vez mais em desgraça, agora com uma investigação ferrenha do FBI, que pode até sobrar para a detentora dos direitos televisivos do esporte bretão; vemos um futebol cada vez mais medíocre, com jogos horrorosos e pouca perspectiva de melhora, já que o trabalho de base está indo "de mal a pior"; vemos o Bom Senso F.C encontrando resistência dos "mandachuvas" do futebol nacional; vemos deputados e senadores indo contra a MP do Futebol, pura e simplesmente, por interesses econômicos e políticos, já que muitos usaram a paixão do torcedor como trampolim político; vemos um técnico da Seleção Brasileira fazer um trabalho pífio, demonstrando não entender nada de futebol, além de desvalorizar gerações anteriores; vemos a Seleção caindo pela segunda vez diante do fortíssimo Paraguai, nas quartas de final da exuberante Copa América; vemos os nossos clubes cada vez mais afundados em dívidas; vemos cada vez menos torcedores nos nossos estádios; vemos nossas crianças cada vez mais valorizando o futebol europeu, e, para o nosso desespero, não temos a menor perspectiva de mudança.

Hoje, o cenário é de desespero e falta de esperança. Não vejo mais "Ronaldos", "Rivaldos", "Ronaldinhos", "Kakás", "Adrianos", "Juninhos", etc, brilhando na Europa; não vejo mais "São Paulos" e "Internacionais", ganhando títulos de times europeus; não vejo mais o respeito pela "amarelinha".

Tudo parece tão distante de uma melhora, que temo, com o passar dos anos, que nos acostumemos com a mediocridade a que estamos sendo expostos. Que esqueçamos todas as contribuições que fizemos para o futebol mundial; que esqueçamos da alegria de jogar bola, do drible fácil, do toque refinado e das torcidas enchendo nossos estádios; que esqueçamos do verdadeiro futebol.

Nesse retrospecto, percebemos que o "fantasma do Mineirão" ainda não foi afastado. Ele nos ronda dia após dia, e vai continuar por aqui, porque o 7 a 1 ainda não acabou. Estamos sendo goleados diariamente, e cada vez mais, o sentimento de indignação vai sendo perdido, dando lugar à acomodação, justamente como querem as pessoas que nos levaram para o buraco.

Outros destaques

1º - Mais uma vitória do Tupi, dessa vez, fora de casa, na gélida Caxias. Gol de Fabrício Soares colocar o Carijó na liderança do Grupo B da Série C. Antes do campeonato brasileiro começar, a comissão técnica fez o planejamento de 15 pontos no primeiro turno. Hoje, faltando três rodadas para o final, o Galo já se encontra com 14 pontos.

2º - Massa mais uma vez tem que lidar com a incompetência da Willians e perde a chance de subir mais uma vez ao pódio. Com vitória em casa, Hamilton se isola na liderança do Mundial, abrindo 17 pontos de Rosberg (194 a 177). Próxima corrida, daqui a três semanas, no GP de Hungaroring, na Hungria.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

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Matheus Brum Matheus Brum 6/07/2015

Os 7 a 1 de cada dia...

Nesta quarta-feira, dia oito de julho, se completa um ano da partida mais terrível da história do futebol brasileiro. Naquele fatídico dia, os 58.141 torcedores presentes no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, e os mais de duzentos milhões de brasileiros, viram um jogo que nunca será esquecido. Seja através das lágrimas da derrota ou dos sorrisos da vitória, Brasil 1 x 7 Alemanha nunca sairá da mente de nenhum brasileiro. Foi o fim de um caminho tortuoso, de uma estrada que se mostrava perigosa ao longo das outras cinco partidas da competição. Particularmente, por orgulho, não chorei. Porém, nunca esquecerei a sensação de incredulidade que vivi ao longo daqueles noventa minutos.

Depois dessa derrota, todos começamos a discutir o futebol brasileiro como um todo. Começamos a nos perguntar: "a goleada não seria a consequência de vários problemas presentes no nosso Futebol?" A resposta que chegamos: "Sim! Deixamos de lado várias características, que culminaram na derrota mais vergonhosa da nossa História".

E agora, quando fazemos um retrospecto desses 365 dias, vemos que nada mudou. Vemos dirigentes como Eurico Miranda tendo poder e falando um monte de asneira, se achando "a última bolacha do pacote"; vemos os dirigentes da CBF tentando esconder a derrota na Copa do Mundo para "baixo do tapete", sob a estapafúrdia desculpa de que tudo não passou de um "apagão";  vemos nossos treinadores cada vez mais perdidos e sem nenhuma inovação tática, perante nossos vizinhos sul-americanos; vemos a CBF cada vez mais em desgraça, agora com uma investigação ferrenha do FBI, que pode até sobrar para a detentora dos direitos televisivos do esporte bretão; vemos um futebol cada vez mais medíocre, com jogos horrorosos e pouca perspectiva de melhora, já que o trabalho de base está indo "de mal a pior"; vemos o Bom Senso F.C encontrando resistência dos "mandachuvas" do futebol nacional; vemos deputados e senadores indo contra a MP do Futebol, pura e simplesmente, por interesses econômicos e políticos, já que muitos usaram a paixão do torcedor como trampolim político; vemos um técnico da Seleção Brasileira fazer um trabalho pífio, demonstrando não entender nada de futebol, além de desvalorizar gerações anteriores; vemos a Seleção caindo pela segunda vez diante do fortíssimo Paraguai, nas quartas de final da exuberante Copa América; vemos os nossos clubes cada vez mais afundados em dívidas; vemos cada vez menos torcedores nos nossos estádios; vemos nossas crianças cada vez mais valorizando o futebol europeu, e, para o nosso desespero, não temos a menor perspectiva de mudança.

Hoje, o cenário é de desespero e falta de esperança. Não vejo mais "Ronaldos", "Rivaldos", "Ronaldinhos", "Kakás", "Adrianos", "Juninhos", etc, brilhando na Europa; não vejo mais "São Paulos" e "Internacionais", ganhando títulos de times europeus; não vejo mais o respeito pela "amarelinha".

Tudo parece tão distante de uma melhora, que temo, com o passar dos anos, que nos acostumemos com a mediocridade a que estamos sendo expostos. Que esqueçamos todas as contribuições que fizemos para o futebol mundial; que esqueçamos da alegria de jogar bola, do drible fácil, do toque refinado e das torcidas enchendo nossos estádios; que esqueçamos do verdadeiro futebol.

Nesse retrospecto, percebemos que o "fantasma do Mineirão" ainda não foi afastado. Ele nos ronda dia após dia, e vai continuar por aqui, porque o 7 a 1 ainda não acabou. Estamos sendo goleados diariamente, e cada vez mais, o sentimento de indignação vai sendo perdido, dando lugar à acomodação, justamente como querem as pessoas que nos levaram para o buraco.

Outros destaques

1º - Mais uma vitória do Tupi, dessa vez, fora de casa, na gélida Caxias. Gol de Fabrício Soares colocar o Carijó na liderança do Grupo B da Série C. Antes do campeonato brasileiro começar, a comissão técnica fez o planejamento de 15 pontos no primeiro turno. Hoje, faltando três rodadas para o final, o Galo já se encontra com 14 pontos.

2º - Massa mais uma vez tem que lidar com a incompetência da Willians e perde a chance de subir mais uma vez ao pódio. Com vitória em casa, Hamilton se isola na liderança do Mundial, abrindo 17 pontos de Rosberg (194 a 177). Próxima corrida, daqui a três semanas, no GP de Hungaroring, na Hungria.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 6/07/2015

Os 7 a 1 de cada dia...

Nesta quarta-feira, dia oito de julho, se completa um ano da partida mais terrível da história do futebol brasileiro. Naquele fatídico dia, os 58.141 torcedores presentes no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, e os mais de duzentos milhões de brasileiros, viram um jogo que nunca será esquecido. Seja através das lágrimas da derrota ou dos sorrisos da vitória, Brasil 1 x 7 Alemanha nunca sairá da mente de nenhum brasileiro. Foi o fim de um caminho tortuoso, de uma estrada que se mostrava perigosa ao longo das outras cinco partidas da competição. Particularmente, por orgulho, não chorei. Porém, nunca esquecerei a sensação de incredulidade que vivi ao longo daqueles noventa minutos.

Depois dessa derrota, todos começamos a discutir o futebol brasileiro como um todo. Começamos a nos perguntar: "a goleada não seria a consequência de vários problemas presentes no nosso Futebol?" A resposta que chegamos: "Sim! Deixamos de lado várias características, que culminaram na derrota mais vergonhosa da nossa História".

E agora, quando fazemos um retrospecto desses 365 dias, vemos que nada mudou. Vemos dirigentes como Eurico Miranda tendo poder e falando um monte de asneira, se achando "a última bolacha do pacote"; vemos os dirigentes da CBF tentando esconder a derrota na Copa do Mundo para "baixo do tapete", sob a estapafúrdia desculpa de que tudo não passou de um "apagão";  vemos nossos treinadores cada vez mais perdidos e sem nenhuma inovação tática, perante nossos vizinhos sul-americanos; vemos a CBF cada vez mais em desgraça, agora com uma investigação ferrenha do FBI, que pode até sobrar para a detentora dos direitos televisivos do esporte bretão; vemos um futebol cada vez mais medíocre, com jogos horrorosos e pouca perspectiva de melhora, já que o trabalho de base está indo "de mal a pior"; vemos o Bom Senso F.C encontrando resistência dos "mandachuvas" do futebol nacional; vemos deputados e senadores indo contra a MP do Futebol, pura e simplesmente, por interesses econômicos e políticos, já que muitos usaram a paixão do torcedor como trampolim político; vemos um técnico da Seleção Brasileira fazer um trabalho pífio, demonstrando não entender nada de futebol, além de desvalorizar gerações anteriores; vemos a Seleção caindo pela segunda vez diante do fortíssimo Paraguai, nas quartas de final da exuberante Copa América; vemos os nossos clubes cada vez mais afundados em dívidas; vemos cada vez menos torcedores nos nossos estádios; vemos nossas crianças cada vez mais valorizando o futebol europeu, e, para o nosso desespero, não temos a menor perspectiva de mudança.

Hoje, o cenário é de desespero e falta de esperança. Não vejo mais "Ronaldos", "Rivaldos", "Ronaldinhos", "Kakás", "Adrianos", "Juninhos", etc, brilhando na Europa; não vejo mais "São Paulos" e "Internacionais", ganhando títulos de times europeus; não vejo mais o respeito pela "amarelinha".

Tudo parece tão distante de uma melhora, que temo, com o passar dos anos, que nos acostumemos com a mediocridade a que estamos sendo expostos. Que esqueçamos todas as contribuições que fizemos para o futebol mundial; que esqueçamos da alegria de jogar bola, do drible fácil, do toque refinado e das torcidas enchendo nossos estádios; que esqueçamos do verdadeiro futebol.

Nesse retrospecto, percebemos que o "fantasma do Mineirão" ainda não foi afastado. Ele nos ronda dia após dia, e vai continuar por aqui, porque o 7 a 1 ainda não acabou. Estamos sendo goleados diariamente, e cada vez mais, o sentimento de indignação vai sendo perdido, dando lugar à acomodação, justamente como querem as pessoas que nos levaram para o buraco.

Outros destaques

1º - Mais uma vitória do Tupi, dessa vez, fora de casa, na gélida Caxias. Gol de Fabrício Soares colocar o Carijó na liderança do Grupo B da Série C. Antes do campeonato brasileiro começar, a comissão técnica fez o planejamento de 15 pontos no primeiro turno. Hoje, faltando três rodadas para o final, o Galo já se encontra com 14 pontos.

2º - Massa mais uma vez tem que lidar com a incompetência da Willians e perde a chance de subir mais uma vez ao pódio. Com vitória em casa, Hamilton se isola na liderança do Mundial, abrindo 17 pontos de Rosberg (194 a 177). Próxima corrida, daqui a três semanas, no GP de Hungaroring, na Hungria.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.