Matheus Brum Matheus Brum 22/06/2016

Na raça e no coração, Tupi vence Bahia por 2 a 1, na melhor partida do time na Série B

O Tupi conseguiu uma vitória do jeito que o torcedor gosta, com raça e o "coração na ponta da chuteira". Com um time brigador, que lutou do primeiro ao último minuto, o Galo conseguiu a primeira vitória na "Era Estevam Soares", a segunda no campeonato, e respira aliviado, dando fim a uma sequência negativa que já durava sete partidas.

As mudanças já começaram na escalação. Depois dos três jogos que Estevam disse que precisava para entender melhor o elenco carijó, as trocas começaram a aparecer. A escalação mostrava um time diferente taticamente. O treinador tirou de campo o 4-3-3 da "Era Drubscky", e colocou um esquema mais sólido no meio de campo, num 4-3-2-1. As trocas não pararam por aí. Jogadores que até então figuravam no banco de reservas tiveram chances no time titular. Rubens barrou Giancarlo, e Douglas conseguiu vaga na lateral esquerda, jogando Bruno Costa para a quarta zaga, sua função de origem. Além disso, Filipe Alves voltou a fazer dupla de volantes com Jataí.

Com essas mudanças, o Tupi começou a ganhar o meio de campo, tendo mais solidez defensiva com os três volantes; melhor articulação de jogadas com as presenças do Serrato e do Hiroshi; a velocidade de Vinícius Kiss, e a referência de Rubens. Ou seja, o time conseguiu se portar bem dentro de campo, dificultando as jogadas do Bahia, que pouco assustou ao longo do primeiro tempo. Fora que, na área técnica, se tem um treinador vibrante, que joga com o time.

Mesmo com essas mudanças, quem começou melhor foi o Bahia. Logo aos 11 minutos, Rafael Santos já foi obrigado a fazer duas grandes defesas, em chutes de Renato Cajá e Hernane, após falha de Rodolfo Mol. No lance seguinte, depois de escanteio pela esquerda, a estrela do arqueiro carijó brilhou mais uma vez. Jackson subiu mais alto que a zaga alvinegra e cabeceou no canto esquerdo, obrigando uma defesa com a ponta dos dedos. No rebote, Thiago Ribeiro pegou livre, debaixo das traves e chutou em cima do camisa 1, mas o atacante do Bahia estava em posição irregular.

O Tupi só conseguiu chegar com perigo aos 18 minutos, e já foi colocando a bola na rede. Hiroshi desarmou no meio de campo, foi pra cima da marcação, limpou dois defensores do Bahia e arriscou da intermediária. A perna direita que os torcedores carijós tanto pediam funcionou, e ele colocou a bola no canto direito de Marcelo Lomba.

Depois do gol, o "Fantasma do Mineirão", foi ganhando confiança, tocando melhor a bola no meio de campo, não dando chances para o Bahia criar jogadas. Porém, na frente, a bola não chegava com qualidade para Rubens. Aliás, por falar em centroavante, é preciso destacar o primeiro tempo ruim de ambos. Tantos Rubens, quanto Hernane pouco foram acionados, mas na hora que a pelota chegava neles, erravam quase tudo que tentavam.

No banco de reservas do Bahia, Aroldo tentava arrumar o time. Ele que é interino, assumiu o comando da equipe por conta da demissão de Doriva, após derrota para o Londrina. Sua tática era simples: bola no Cajá que ele resolve. Toda as ações ofensivas precisavam passar pelos pés do camisa 10, que não estava numa noite inspirada.
Mesmo sem jogar bem, conseguiu criar a melhor jogada do Bahia na primeira metade de partida. Henrique perdeu a bola no ataque, e no contraataque, a bola sobrou para Cajá, que chutou forte e a bola explodiu na trave direita de Rafael Santos.

O Tupi voltou com tudo no segundo tempo e rapidamente ampliou o placar. Logo aos 5 minutos, Rubens sofreu falta perigosa, perto da linha da grande área. Na cobrança, Hiroshi fez a bola beijar a trave direita de Lomba. No rebote, em posição legal, Serrato completou para o gol vazio.

A partir daí o jogo tomou outros contornos. A movimentação foi intensa, jogadas lá e cá, em uma das partidas mais disputadas dessa Série B. O Bahia apostava em jogadas pelas pontas, com cruzamentos para Hernane. Porém, Mol se recuperou do primeiro tempo ruim, e fez uma boa tabelinha com Bruno Costa, evitando perigos. Do lado Carijó, a aposta era nos contraataques, aproveitando as brechas do Tricolor de Aço, que precisava ir para o ataque, para diminuir o prejuízo.

A mudança no panorama da partida aconteceu aos 25 minutos, quando Hiroshi, saiu de maca, para a entrada de Recife. Com isso, o desenho tático de Estevam Soares mudou, passando a jogar com quatro volantes, deixando Kiss e Rubens apenas na frente. Com isso, o Tupi começou a dar campo para o Bahia, que chegava cada vez mais. Aos 28, Cajá tentou chute de fora da área, que passou próxima à meta carijó. Seis minutos depois, João Paulo perdeu a melhor chance do jogo. O camisa 21 recebeu cruzamento no segundo pau, cabeceou como manda o "figurino", de cima para baixo, só que muito forte, e a bola acabou passando por cima do travessão.

Na única chance que teve de "matar a partida", Rubens colocou a bola na rede pelo lado de fora depois de bela enfiada de bola de Recife.

Aos 37, a "maldição carijó" começou a rondar o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Luisinho, que tinha acabado de entrar, recebeu enfiada de Hernane, trombou com Rafael Santos e Douglas, e viu a bola entrar de mansinho na meta alvinegra.

Os últimos dez minutos foram no velho "Deus nos acuda". Tupi todo atrás, sem conseguir segurar a bola na frente, e o Bahia colocando"chuveirinho" na área a todo momento. Rafael Santos e a zaga brilharam, passando segurança em todos os lances. Nas arquibancadas, a tensão era evidente, será que mais uma vez o time iria sofrer gol no final?

Quando o juiz Leonardo Garcia Cavaleiro soou o apito final, o barulho do suspiro de alívio dos jogadores, comissão técnica e torcedores pode ser ouvido em todo o Estádio. Finalmente a "urucubaca" tinha saído. E não tinha jeito melhor do que com uma boa partida, diante da torcida.

Com o resultado, o Tupi ainda se mantem na Zona de Rebaixamento, na 19ª posição. Mas diminuiu a diferença para o Avaí, 16º colocado. Agora são três pontos que separam as duas equipes, que se enfrentam na próxima rodada, no sábado, às 21 horas, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.


Estatísticas
Tupi Bahia
Passes Errados 41 34
Finalizações 10 (5 certas e 5 erradas) 16 (7 certas e 9 erradas
Cruzamentos 2 (1 certo e 1 errado) 18 (17 certos e 1 errado)
Desarmes 14 17
Faltas Cometidas 20 8
Cartões 3 amarelos 4
Impedimentos 3 2
Lançamentos 48 (16 certos e 32 errados) 38 (16 certos e 22 errados)

Ficha Técnica

Tupi: Rafael Santos; Henrique, Bruno Costa, Rodolfo Mol e Douglas; Filipe Alves, Marcos Serrato, Rafael Jataí, Vinícius Kiss e Hiroshi; Rubens. Técnico: Estevam Soares

Bahia: Marcelo Lomba; Hayner, Éder, Jackson e Moisés; Feijão, Juninho, Danilo Pires e Renato Cajá; Thiago Ribeiro e Hernane. Técnico: Aroldo Moreira

Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ)

Público e Renda: 759 pagantes 1133 presentes R$14.670


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Matheus Brum Matheus Brum 22/06/2016

Na raça e no coração, Tupi vence Bahia por 2 a 1, na melhor partida do time na Série B

O Tupi conseguiu uma vitória do jeito que o torcedor gosta, com raça e o "coração na ponta da chuteira". Com um time brigador, que lutou do primeiro ao último minuto, o Galo conseguiu a primeira vitória na "Era Estevam Soares", a segunda no campeonato, e respira aliviado, dando fim a uma sequência negativa que já durava sete partidas.

As mudanças já começaram na escalação. Depois dos três jogos que Estevam disse que precisava para entender melhor o elenco carijó, as trocas começaram a aparecer. A escalação mostrava um time diferente taticamente. O treinador tirou de campo o 4-3-3 da "Era Drubscky", e colocou um esquema mais sólido no meio de campo, num 4-3-2-1. As trocas não pararam por aí. Jogadores que até então figuravam no banco de reservas tiveram chances no time titular. Rubens barrou Giancarlo, e Douglas conseguiu vaga na lateral esquerda, jogando Bruno Costa para a quarta zaga, sua função de origem. Além disso, Filipe Alves voltou a fazer dupla de volantes com Jataí.

Com essas mudanças, o Tupi começou a ganhar o meio de campo, tendo mais solidez defensiva com os três volantes; melhor articulação de jogadas com as presenças do Serrato e do Hiroshi; a velocidade de Vinícius Kiss, e a referência de Rubens. Ou seja, o time conseguiu se portar bem dentro de campo, dificultando as jogadas do Bahia, que pouco assustou ao longo do primeiro tempo. Fora que, na área técnica, se tem um treinador vibrante, que joga com o time.

Mesmo com essas mudanças, quem começou melhor foi o Bahia. Logo aos 11 minutos, Rafael Santos já foi obrigado a fazer duas grandes defesas, em chutes de Renato Cajá e Hernane, após falha de Rodolfo Mol. No lance seguinte, depois de escanteio pela esquerda, a estrela do arqueiro carijó brilhou mais uma vez. Jackson subiu mais alto que a zaga alvinegra e cabeceou no canto esquerdo, obrigando uma defesa com a ponta dos dedos. No rebote, Thiago Ribeiro pegou livre, debaixo das traves e chutou em cima do camisa 1, mas o atacante do Bahia estava em posição irregular.

O Tupi só conseguiu chegar com perigo aos 18 minutos, e já foi colocando a bola na rede. Hiroshi desarmou no meio de campo, foi pra cima da marcação, limpou dois defensores do Bahia e arriscou da intermediária. A perna direita que os torcedores carijós tanto pediam funcionou, e ele colocou a bola no canto direito de Marcelo Lomba.

Depois do gol, o "Fantasma do Mineirão", foi ganhando confiança, tocando melhor a bola no meio de campo, não dando chances para o Bahia criar jogadas. Porém, na frente, a bola não chegava com qualidade para Rubens. Aliás, por falar em centroavante, é preciso destacar o primeiro tempo ruim de ambos. Tantos Rubens, quanto Hernane pouco foram acionados, mas na hora que a pelota chegava neles, erravam quase tudo que tentavam.

No banco de reservas do Bahia, Aroldo tentava arrumar o time. Ele que é interino, assumiu o comando da equipe por conta da demissão de Doriva, após derrota para o Londrina. Sua tática era simples: bola no Cajá que ele resolve. Toda as ações ofensivas precisavam passar pelos pés do camisa 10, que não estava numa noite inspirada.
Mesmo sem jogar bem, conseguiu criar a melhor jogada do Bahia na primeira metade de partida. Henrique perdeu a bola no ataque, e no contraataque, a bola sobrou para Cajá, que chutou forte e a bola explodiu na trave direita de Rafael Santos.

O Tupi voltou com tudo no segundo tempo e rapidamente ampliou o placar. Logo aos 5 minutos, Rubens sofreu falta perigosa, perto da linha da grande área. Na cobrança, Hiroshi fez a bola beijar a trave direita de Lomba. No rebote, em posição legal, Serrato completou para o gol vazio.

A partir daí o jogo tomou outros contornos. A movimentação foi intensa, jogadas lá e cá, em uma das partidas mais disputadas dessa Série B. O Bahia apostava em jogadas pelas pontas, com cruzamentos para Hernane. Porém, Mol se recuperou do primeiro tempo ruim, e fez uma boa tabelinha com Bruno Costa, evitando perigos. Do lado Carijó, a aposta era nos contraataques, aproveitando as brechas do Tricolor de Aço, que precisava ir para o ataque, para diminuir o prejuízo.

A mudança no panorama da partida aconteceu aos 25 minutos, quando Hiroshi, saiu de maca, para a entrada de Recife. Com isso, o desenho tático de Estevam Soares mudou, passando a jogar com quatro volantes, deixando Kiss e Rubens apenas na frente. Com isso, o Tupi começou a dar campo para o Bahia, que chegava cada vez mais. Aos 28, Cajá tentou chute de fora da área, que passou próxima à meta carijó. Seis minutos depois, João Paulo perdeu a melhor chance do jogo. O camisa 21 recebeu cruzamento no segundo pau, cabeceou como manda o "figurino", de cima para baixo, só que muito forte, e a bola acabou passando por cima do travessão.

Na única chance que teve de "matar a partida", Rubens colocou a bola na rede pelo lado de fora depois de bela enfiada de bola de Recife.

Aos 37, a "maldição carijó" começou a rondar o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Luisinho, que tinha acabado de entrar, recebeu enfiada de Hernane, trombou com Rafael Santos e Douglas, e viu a bola entrar de mansinho na meta alvinegra.

Os últimos dez minutos foram no velho "Deus nos acuda". Tupi todo atrás, sem conseguir segurar a bola na frente, e o Bahia colocando"chuveirinho" na área a todo momento. Rafael Santos e a zaga brilharam, passando segurança em todos os lances. Nas arquibancadas, a tensão era evidente, será que mais uma vez o time iria sofrer gol no final?

Quando o juiz Leonardo Garcia Cavaleiro soou o apito final, o barulho do suspiro de alívio dos jogadores, comissão técnica e torcedores pode ser ouvido em todo o Estádio. Finalmente a "urucubaca" tinha saído. E não tinha jeito melhor do que com uma boa partida, diante da torcida.

Com o resultado, o Tupi ainda se mantem na Zona de Rebaixamento, na 19ª posição. Mas diminuiu a diferença para o Avaí, 16º colocado. Agora são três pontos que separam as duas equipes, que se enfrentam na próxima rodada, no sábado, às 21 horas, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.


Estatísticas
Tupi Bahia
Passes Errados 41 34
Finalizações 10 (5 certas e 5 erradas) 16 (7 certas e 9 erradas
Cruzamentos 2 (1 certo e 1 errado) 18 (17 certos e 1 errado)
Desarmes 14 17
Faltas Cometidas 20 8
Cartões 3 amarelos 4
Impedimentos 3 2
Lançamentos 48 (16 certos e 32 errados) 38 (16 certos e 22 errados)

Ficha Técnica

Tupi: Rafael Santos; Henrique, Bruno Costa, Rodolfo Mol e Douglas; Filipe Alves, Marcos Serrato, Rafael Jataí, Vinícius Kiss e Hiroshi; Rubens. Técnico: Estevam Soares

Bahia: Marcelo Lomba; Hayner, Éder, Jackson e Moisés; Feijão, Juninho, Danilo Pires e Renato Cajá; Thiago Ribeiro e Hernane. Técnico: Aroldo Moreira

Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ)

Público e Renda: 759 pagantes 1133 presentes R$14.670


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Matheus Brum Matheus Brum 22/06/2016

Na raça e no coração, Tupi vence Bahia por 2 a 1, na melhor partida do time na Série B

O Tupi conseguiu uma vitória do jeito que o torcedor gosta, com raça e o "coração na ponta da chuteira". Com um time brigador, que lutou do primeiro ao último minuto, o Galo conseguiu a primeira vitória na "Era Estevam Soares", a segunda no campeonato, e respira aliviado, dando fim a uma sequência negativa que já durava sete partidas.

As mudanças já começaram na escalação. Depois dos três jogos que Estevam disse que precisava para entender melhor o elenco carijó, as trocas começaram a aparecer. A escalação mostrava um time diferente taticamente. O treinador tirou de campo o 4-3-3 da "Era Drubscky", e colocou um esquema mais sólido no meio de campo, num 4-3-2-1. As trocas não pararam por aí. Jogadores que até então figuravam no banco de reservas tiveram chances no time titular. Rubens barrou Giancarlo, e Douglas conseguiu vaga na lateral esquerda, jogando Bruno Costa para a quarta zaga, sua função de origem. Além disso, Filipe Alves voltou a fazer dupla de volantes com Jataí.

Com essas mudanças, o Tupi começou a ganhar o meio de campo, tendo mais solidez defensiva com os três volantes; melhor articulação de jogadas com as presenças do Serrato e do Hiroshi; a velocidade de Vinícius Kiss, e a referência de Rubens. Ou seja, o time conseguiu se portar bem dentro de campo, dificultando as jogadas do Bahia, que pouco assustou ao longo do primeiro tempo. Fora que, na área técnica, se tem um treinador vibrante, que joga com o time.

Mesmo com essas mudanças, quem começou melhor foi o Bahia. Logo aos 11 minutos, Rafael Santos já foi obrigado a fazer duas grandes defesas, em chutes de Renato Cajá e Hernane, após falha de Rodolfo Mol. No lance seguinte, depois de escanteio pela esquerda, a estrela do arqueiro carijó brilhou mais uma vez. Jackson subiu mais alto que a zaga alvinegra e cabeceou no canto esquerdo, obrigando uma defesa com a ponta dos dedos. No rebote, Thiago Ribeiro pegou livre, debaixo das traves e chutou em cima do camisa 1, mas o atacante do Bahia estava em posição irregular.

O Tupi só conseguiu chegar com perigo aos 18 minutos, e já foi colocando a bola na rede. Hiroshi desarmou no meio de campo, foi pra cima da marcação, limpou dois defensores do Bahia e arriscou da intermediária. A perna direita que os torcedores carijós tanto pediam funcionou, e ele colocou a bola no canto direito de Marcelo Lomba.

Depois do gol, o "Fantasma do Mineirão", foi ganhando confiança, tocando melhor a bola no meio de campo, não dando chances para o Bahia criar jogadas. Porém, na frente, a bola não chegava com qualidade para Rubens. Aliás, por falar em centroavante, é preciso destacar o primeiro tempo ruim de ambos. Tantos Rubens, quanto Hernane pouco foram acionados, mas na hora que a pelota chegava neles, erravam quase tudo que tentavam.

No banco de reservas do Bahia, Aroldo tentava arrumar o time. Ele que é interino, assumiu o comando da equipe por conta da demissão de Doriva, após derrota para o Londrina. Sua tática era simples: bola no Cajá que ele resolve. Toda as ações ofensivas precisavam passar pelos pés do camisa 10, que não estava numa noite inspirada.
Mesmo sem jogar bem, conseguiu criar a melhor jogada do Bahia na primeira metade de partida. Henrique perdeu a bola no ataque, e no contraataque, a bola sobrou para Cajá, que chutou forte e a bola explodiu na trave direita de Rafael Santos.

O Tupi voltou com tudo no segundo tempo e rapidamente ampliou o placar. Logo aos 5 minutos, Rubens sofreu falta perigosa, perto da linha da grande área. Na cobrança, Hiroshi fez a bola beijar a trave direita de Lomba. No rebote, em posição legal, Serrato completou para o gol vazio.

A partir daí o jogo tomou outros contornos. A movimentação foi intensa, jogadas lá e cá, em uma das partidas mais disputadas dessa Série B. O Bahia apostava em jogadas pelas pontas, com cruzamentos para Hernane. Porém, Mol se recuperou do primeiro tempo ruim, e fez uma boa tabelinha com Bruno Costa, evitando perigos. Do lado Carijó, a aposta era nos contraataques, aproveitando as brechas do Tricolor de Aço, que precisava ir para o ataque, para diminuir o prejuízo.

A mudança no panorama da partida aconteceu aos 25 minutos, quando Hiroshi, saiu de maca, para a entrada de Recife. Com isso, o desenho tático de Estevam Soares mudou, passando a jogar com quatro volantes, deixando Kiss e Rubens apenas na frente. Com isso, o Tupi começou a dar campo para o Bahia, que chegava cada vez mais. Aos 28, Cajá tentou chute de fora da área, que passou próxima à meta carijó. Seis minutos depois, João Paulo perdeu a melhor chance do jogo. O camisa 21 recebeu cruzamento no segundo pau, cabeceou como manda o "figurino", de cima para baixo, só que muito forte, e a bola acabou passando por cima do travessão.

Na única chance que teve de "matar a partida", Rubens colocou a bola na rede pelo lado de fora depois de bela enfiada de bola de Recife.

Aos 37, a "maldição carijó" começou a rondar o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. Luisinho, que tinha acabado de entrar, recebeu enfiada de Hernane, trombou com Rafael Santos e Douglas, e viu a bola entrar de mansinho na meta alvinegra.

Os últimos dez minutos foram no velho "Deus nos acuda". Tupi todo atrás, sem conseguir segurar a bola na frente, e o Bahia colocando"chuveirinho" na área a todo momento. Rafael Santos e a zaga brilharam, passando segurança em todos os lances. Nas arquibancadas, a tensão era evidente, será que mais uma vez o time iria sofrer gol no final?

Quando o juiz Leonardo Garcia Cavaleiro soou o apito final, o barulho do suspiro de alívio dos jogadores, comissão técnica e torcedores pode ser ouvido em todo o Estádio. Finalmente a "urucubaca" tinha saído. E não tinha jeito melhor do que com uma boa partida, diante da torcida.

Com o resultado, o Tupi ainda se mantem na Zona de Rebaixamento, na 19ª posição. Mas diminuiu a diferença para o Avaí, 16º colocado. Agora são três pontos que separam as duas equipes, que se enfrentam na próxima rodada, no sábado, às 21 horas, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio.


Estatísticas
Tupi Bahia
Passes Errados 41 34
Finalizações 10 (5 certas e 5 erradas) 16 (7 certas e 9 erradas
Cruzamentos 2 (1 certo e 1 errado) 18 (17 certos e 1 errado)
Desarmes 14 17
Faltas Cometidas 20 8
Cartões 3 amarelos 4
Impedimentos 3 2
Lançamentos 48 (16 certos e 32 errados) 38 (16 certos e 22 errados)

Ficha Técnica

Tupi: Rafael Santos; Henrique, Bruno Costa, Rodolfo Mol e Douglas; Filipe Alves, Marcos Serrato, Rafael Jataí, Vinícius Kiss e Hiroshi; Rubens. Técnico: Estevam Soares

Bahia: Marcelo Lomba; Hayner, Éder, Jackson e Moisés; Feijão, Juninho, Danilo Pires e Renato Cajá; Thiago Ribeiro e Hernane. Técnico: Aroldo Moreira

Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá (RJ)

Público e Renda: 759 pagantes 1133 presentes R$14.670


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com